{"id":1204,"date":"2020-01-16T18:48:34","date_gmt":"2020-01-16T18:48:34","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:8090\/?p=1204"},"modified":"2020-01-16T18:48:34","modified_gmt":"2020-01-16T18:48:34","slug":"mudancas-na-politica-nacional-de-saude-mental-mais-uma-ameaca-do-governo-ilegitimo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cress-ba.org.br\/?p=1204","title":{"rendered":"Mudan\u00e7as na Pol\u00edtica Nacional de Sa\u00fade Mental: mais uma amea\u00e7a do governo ileg\u00edtimo"},"content":{"rendered":"<h2>&nbsp;<\/h2>\n<p>CFESS divulga nota p&uacute;blica sobre a quest&atilde;o<\/p>\n<p>*Publicado em 12\/12\/2017&nbsp;<\/p>\n<p>No dia 7 de dezembro do corrente ano, o Conselho Federal de Servi&ccedil;o Social (CFESS) teve acesso &agrave; minuta de resolu&ccedil;&atilde;o que est&aacute; circulando nacionalmente e que altera a dire&ccedil;&atilde;o impressa &agrave; Pol&iacute;tica Nacional de Sa&uacute;de Mental, institu&iacute;da pela Lei 10.216\/2001.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A pol&iacute;tica de sa&uacute;de mental, &aacute;lcool e outras drogas avan&ccedil;ou de forma significativa nos &uacute;ltimos 30 anos, resultado da luta de trabalhadores\/as e usu&aacute;rios\/as no final dos anos 1970, por meio das den&uacute;ncias da precariedade das condi&ccedil;&otilde;es de trabalho e de vida em que se encontravam os\/as usu&aacute;rios\/os desses servi&ccedil;os.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Dados do livro de Daniela Arbex, &ldquo;O holocausto brasileiro&rdquo;, demonstram que mais de 60 mil pessoas morreram no hosp&iacute;cio de Barbacena (MG), por falta de assist&ecirc;ncia adequada e descaso do poder p&uacute;blico. Al&eacute;m dos maus-tratos, o Estado brasileiro alocava muitos recursos p&uacute;blicos, comprando vagas para interna&ccedil;&atilde;o psiqui&aacute;trica em servi&ccedil;os privados, j&aacute; que os servi&ccedil;os p&uacute;blicos n&atilde;o possu&iacute;am leitos suficientes, que atendessem &agrave; demanda da popula&ccedil;&atilde;o encarcerada nos grandes hosp&iacute;cios e col&ocirc;nias do pa&iacute;s.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A partir das den&uacute;ncias do movimento da Reforma Psiqui&aacute;trica, o Brasil reformulou sua pol&iacute;tica de sa&uacute;de mental, que culminou na aprova&ccedil;&atilde;o da Lei 10.216, mas n&atilde;o se esgotou nela. Com a aprova&ccedil;&atilde;o da legisla&ccedil;&atilde;o, alterou-se a l&oacute;gica de financiamento e reorganiza&ccedil;&atilde;o da assist&ecirc;ncia. Constru&iacute;ram-se, nos &uacute;ltimos trinta anos, diversos servi&ccedil;os substitutivos aos hospitais psiqui&aacute;tricos: os Centros de Aten&ccedil;&atilde;o Psicossocial (Caps), as resid&ecirc;ncias terap&ecirc;uticas, os hospitais-dias, o servi&ccedil;o de trabalho protegido, os centros de conviv&ecirc;ncias e de lazer protegido, dentre outros. Estes avan&ccedil;os possibilitaram questionar as velhas pr&aacute;ticas manicomiais,&nbsp;presentes nos servi&ccedil;os psiqui&aacute;tricos e que resistem em se perpetuar.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Desde 2015, a pol&iacute;tica nacional de sa&uacute;de mental, &aacute;lcool e outras drogas vem sendo amea&ccedil;ada. Naquele ano, foi nomeado, como coordenador de Sa&uacute;de Mental do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, o psiquiatra que anteriormente fora diretor da Cl&iacute;nica Dr. Eiras, situada em Paracambi (RJ), um dos maiores hosp&iacute;cios do Brasil. A luta e a uni&atilde;o de trabalhadores\/as, usu&aacute;rios\/as e familiares fizeram com que o governo recuasse da nomea&ccedil;&atilde;o. Todavia, essa amea&ccedil;a ainda n&atilde;o se esgotou, pois continuam as a&ccedil;&otilde;es no sentido do desmonte da pol&iacute;tica de sa&uacute;de mental.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Novamente o governo ileg&iacute;timo de Michel Temer, que tem sistematicamente destru&iacute;do direitos da popula&ccedil;&atilde;o brasileira, amea&ccedil;a alterar a l&oacute;gica da pol&iacute;tica de sa&uacute;de mental, propondo mudan&ccedil;as substantivas na forma de financiamento, bem como expandindo os hospitais psiqui&aacute;tricos em detrimentos da amplia&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os substitutivos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Na proposta de mudan&ccedil;a, podemos identificar nitidamente alguns pontos. Caso aprovados, impactar&atilde;o sobremaneira na l&oacute;gica da pol&iacute;tica de sa&uacute;de mental; s&atilde;o eles:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>1.&nbsp;A cria&ccedil;&atilde;o da rede de ambulat&oacute;rio de sa&uacute;de mental &#8211; Assist&ecirc;ncia Multidisciplinar de M&eacute;dia Complexidade em Sa&uacute;de Mental (Ament)<\/p>\n<p>A proposta do governo &eacute; criar um servi&ccedil;o intermedi&aacute;rio entre o Caps e aten&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica. Contudo, com a amplia&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os substitutivos, especialmente os Caps, os antigos ambulat&oacute;rios de sa&uacute;de mental foram sistematicamente desmontados, para que o atendimento aos transtornos psiqui&aacute;tricos leves fosse incorporado na aten&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica, principalmente no Programa de Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia e Nasf, que est&atilde;o localizados mais pr&oacute;ximos dos\/as usu&aacute;rios\/as. J&aacute; os casos de transtornos graves s&atilde;o de responsabilidade dos Caps, que se constituem no coordenador da rede de sa&uacute;de mental. Cabe ao Caps realizar o matriciamento e orientar as cl&iacute;nicas da fam&iacute;lia, ofertando suporte t&eacute;cnico para que elas executem o acompanhamento dos\/as usu&aacute;rios\/as.<\/p>\n<p>Portanto, criar um servi&ccedil;o que seja intermedi&aacute;rio entre o Caps e a aten&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica &eacute; quebrar a l&oacute;gica de organiza&ccedil;&atilde;o e estrutura&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de mental, pois demostra a inten&ccedil;&atilde;o do governo de retornar a um modelo assistencial, que proporcionou a segrega&ccedil;&atilde;o e a desassist&ecirc;ncias de usu&aacute;rios\/as.<br \/>\n&nbsp;<\/p>\n<p>2.&nbsp;O incentivo ao aumento dos hospitais psiqui&aacute;tricos mediante altera&ccedil;&atilde;o da l&oacute;gica de financiamento da pol&iacute;tica de sa&uacute;de mental<\/p>\n<p>Com a institui&ccedil;&atilde;o da Lei 10.216, o financiamento da sa&uacute;de mental foi reformulado. Os recursos que antes eram destinados apenas aos hospitais e cl&iacute;nicas psiqui&aacute;tricas passaram a ser destinados tamb&eacute;m aos servi&ccedil;os substitutivos.<\/p>\n<p>A partir de 2001, quando um leito psiqui&aacute;trico era fechado, ou seja, quando um\/a usu&aacute;rio\/a de longa perman&ecirc;ncia recebia alta do hospital, para morar com sua fam&iacute;lia ou na resid&ecirc;ncia terap&ecirc;utica, os recursos gastos com a manuten&ccedil;&atilde;o daquela vaga passavam diretamente para a rubrica dos servi&ccedil;os substitutivos.<\/p>\n<p>Com o avan&ccedil;o da reforma psiqui&aacute;trica, foram fechados mais de 13 mil leitos psiqui&aacute;tricos e parte desses recursos foi destinada para os servi&ccedil;os substitutivos. Contudo, o repasse n&atilde;o ocorreu na sua totalidade para os servi&ccedil;os substitutivos pelos sucessivos governos, o que acarretou a precariza&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os.<\/p>\n<p>Com a atual proposta de mudan&ccedil;a na pol&iacute;tica de sa&uacute;de mental, o governo pretende novamente investir nos servi&ccedil;os e hospitais psiqui&aacute;tricos, incentivando a interna&ccedil;&atilde;o de curta dura&ccedil;&atilde;o, bem como a cria&ccedil;&atilde;o de novos servi&ccedil;os psiqui&aacute;tricos, principalmente em rela&ccedil;&atilde;o a demandas relacionadas com o uso prejudicial de &aacute;lcool e outras drogas.<\/p>\n<p>Embora a proposta contemple a cria&ccedil;&atilde;o de vagas em hospitais gerais, que &eacute; uma reinvindica&ccedil;&atilde;o hist&oacute;rica do movimento da Luta Antimanicomial, nos parece que a real inten&ccedil;&atilde;o &eacute; destinar a responsabilidade de execu&ccedil;&atilde;o aos setores do grande capital por meio da constru&ccedil;&atilde;o de novos conglomerados de hospitais e cl&iacute;nicas psiqui&aacute;tricas. Vale salientar que esta &eacute; uma solicita&ccedil;&atilde;o antiga da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Psiquiatria, que, nos &uacute;ltimos anos, vem sistematicamente questionando a Pol&iacute;tica Nacional de Sa&uacute;de Mental.<\/p>\n<p>Outra quest&atilde;o, n&atilde;o menos importante, &eacute; a proposta que define que os recursos do fechamento de leitos psiqui&aacute;tricos n&atilde;o ir&atilde;o mais para a rubrica dos servi&ccedil;os substitutivos. Isso significa dizer que os recursos necess&aacute;rios para a amplia&ccedil;&atilde;o e manuten&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os ser&atilde;o congelados. Compreendemos que esta proposta fere frontalmente a Lei 10.216 e as portarias ministeriais, que determinam: &quot;O hospital psiqui&aacute;trico pode ser acionado para o cuidado das pessoas com transtorno mental nas regi&otilde;es de sa&uacute;de enquanto o processo de implanta&ccedil;&atilde;o e expans&atilde;o da Rede de Aten&ccedil;&atilde;o Psicossocial ainda n&atilde;o se apresenta suficiente, devendo estas regi&otilde;es de sa&uacute;de priorizar a expans&atilde;o e qualifica&ccedil;&atilde;o dos pontos de aten&ccedil;&atilde;o da Rede de Aten&ccedil;&atilde;o Psicossocial para dar continuidade ao processo de substitui&ccedil;&atilde;o dos leitos em hospitais psiqui&aacute;tricos&quot; (Portaria do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de n&deg; 3088, de 23 de dezembro de 2011. Artigo 11, 2&deg;&sect;).<\/p>\n<p>Propor ampliar os servi&ccedil;os hospitalares psiqui&aacute;tricos &eacute; retornar a um passado sombrio, a um passado que lutamos para superar. N&atilde;o devemos e n&atilde;o queremos produzir novamente desassist&ecirc;ncia e morte. Pelo contr&aacute;rio, queremos ampliar a cidadania e a autonomia dos usu&aacute;rios\/as da pol&iacute;tica de sa&uacute;de mental.<br \/>\n&nbsp;<\/p>\n<p>3.&nbsp;A inclus&atilde;o das comunidades terap&ecirc;uticas como servi&ccedil;os de sa&uacute;de<\/p>\n<p>Historicamente, o movimento da Luta Antimanicomial e da Reforma Sanit&aacute;ria lutaram para que as comunidades terap&ecirc;uticas n&atilde;o entrassem no rol de servi&ccedil;os de sa&uacute;de mental, posi&ccedil;&atilde;o que se explicitou nas duas &uacute;ltimas Confer&ecirc;ncias de Sa&uacute;de Mental. Foi exatamente por isso que os grupos ligados &agrave;s comunidades terap&ecirc;uticas buscaram sua regulamenta&ccedil;&atilde;o no Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a, por meio do Conselho Nacional de Pol&iacute;ticas sobre Drogas (Conad), que se prop&ocirc;s a regulamentar e subsidiar essas institui&ccedil;&otilde;es, apesar do questionamento de v&aacute;rias organiza&ccedil;&otilde;es e movimentos sociais quanto &agrave; efic&aacute;cia das comunidades terap&ecirc;uticas, tendo em vista que o sistema de sa&uacute;de mental tem uma perspectiva de trabalho com os usu&aacute;rios\/as que fazem uso prejudicial de &aacute;lcool e outras drogas, que n&atilde;o se coaduna com aquela preconizada pelas comunidades terap&ecirc;uticas.<\/p>\n<p>O Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, ao definir a pol&iacute;tica de aten&ccedil;&atilde;o integral &agrave;s pessoas que consomem drogas ou delas s&atilde;o dependentes, reafirma que o local apropriado para atendimento &eacute; a rede proposta pelo SUS, que se baseia no atendimento realizado pr&oacute;ximo ao ambiente de moradia dos\/as usu&aacute;rios\/as, evitando, dessa forma, que as pessoas sejam isoladas e segregadas.<\/p>\n<p>Vale salientar que a resolu&ccedil;&atilde;o que regulamenta as comunidades terap&ecirc;uticas, apesar de aprovada pelo Conad, encontra-se suspensa pela justi&ccedil;a, que compreende que a regulamenta&ccedil;&atilde;o fere princ&iacute;pios b&aacute;sicos da pol&iacute;tica e da Lei 10.216.<\/p>\n<p>A inclus&atilde;o das comunidades terap&ecirc;uticas no rol de servi&ccedil;os de sa&uacute;de mental altera a l&oacute;gica da Reforma Psiqui&aacute;trica, incluindo servi&ccedil;os que n&atilde;o possibilitam a constru&ccedil;&atilde;o da autonomia dos\/as usu&aacute;rios?\/as.<\/p>\n<p>Diante desses retrocessos, precisamos ficar atentos\/as e fortes na defesa de uma pol&iacute;tica p&uacute;blica que contribua para amplia&ccedil;&atilde;o dos direitos dos\/as usu&aacute;rios\/as, da sua autonomia e liberdade, princ&iacute;pios inscritos no projeto &eacute;tico-pol&iacute;tico do Servi&ccedil;o Social brasileiro.<\/p>\n<p>N&oacute;s, assistentes sociais, temos muito a contribuir com o avan&ccedil;o da Reforma Psiqui&aacute;trica brasileira. Por isso, n&atilde;o &eacute; hora de retroceder. &Eacute; tempo de lutar, de forma organizada, por uma sociedade justa e sem manic&ocirc;mios! O CFESS comp&otilde;e essa trincheira, junto &agrave;s demais entidades e movimentos da &aacute;rea. Conclamamos todos\/as os\/as assistentes sociais e a popula&ccedil;&atilde;o a se somar na defesa da Pol&iacute;tica Nacional de Sa&uacute;de Mental.<\/p>\n<p>Bras&iacute;lia, 12 de dezembro de 2017.<br \/>\n&nbsp;<\/p>\n<p>Conselho Federal de Servi&ccedil;o Social &#8211; CFESS<\/p>\n<p>Gest&atilde;o&nbsp;&Eacute; de batalhas que se vive a vida&nbsp;&#8211; 2017\/2020<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte:&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.cfess.org.br\/visualizar\/noticia\/cod\/1439\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">Site CFESS<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mudan\u00e7as na Pol\u00edtica Nacional de Sa\u00fade Mental: mais uma amea\u00e7a do governo ileg\u00edtimo<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":4661,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[16],"tags":[],"class_list":["post-1204","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-uncategorized"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/cress-ba.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1204","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/cress-ba.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/cress-ba.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cress-ba.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cress-ba.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1204"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/cress-ba.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1204\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cress-ba.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4661"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/cress-ba.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1204"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/cress-ba.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1204"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/cress-ba.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1204"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}