{"id":2310,"date":"2025-02-07T18:16:00","date_gmt":"2025-02-07T21:16:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:8080\/?p=2310"},"modified":"2026-03-05T13:43:04","modified_gmt":"2026-03-05T16:43:04","slug":"hoje-e-dia-nacional-de-luta-dos-povos-indigenas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cress-ba.org.br\/?p=2310","title":{"rendered":"Hoje \u00e9 Dia Nacional de Luta dos Povos Ind\u00edgenas"},"content":{"rendered":"<p>A data de 7 de fevereiro \u00e9 marcada pelo Dia Nacional de Luta dos Povos Ind\u00edgenas, que hoje faz parte tamb\u00e9m do calend\u00e1rio de lutas do Servi\u00e7o Social. Hoje, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), pelo Censo Ind\u00edgena de 2022, o Brasil tem 1.693.535 pessoas ind\u00edgenas, o que corresponde a 0,83% da popula\u00e7\u00e3o total do pa\u00eds. Assistentes sociais tamb\u00e9m atuam com atendimento a povos ind\u00edgenas de diversas etnias, al\u00e9m de tamb\u00e9m a comporem.&nbsp;<\/p>\n<p>A categoria tamb\u00e9m apoia a luta em defesa dos direitos dessa popula\u00e7\u00e3o, reafirmando, no cotidiano de trabalho, o compromisso com o reconhecimento dos direitos territoriais, sociais, ambientais, econ\u00f4micos e culturais, com respeito e valoriza\u00e7\u00e3o de sua identidade \u00e9tnica e suas formas de organiza\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n<p>Ao longo dos anos, ind\u00edgenas assistentes sociais e assistentes sociais que apoiam a defesa dos direitos dos povos ind\u00edgenas t\u00eam se organizado por meio da Articula\u00e7\u00e3o Brasileira Servi\u00e7o Social e Povos Ind\u00edgenas, fortalecendo enfretamentos necess\u00e1rios nos marcos dos 525 anos de expropria\u00e7\u00e3o dessas terras e dessas \u201cgentes\u201d, de acrodo com a coordenadora do Comit\u00ea Antirracista do CFESS, Iara Fraga.&nbsp;<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nUm desses profissionais \u00e9 Jibran Yopopem &nbsp;Patte, ind\u00edgena do povo Xokleng e assistente social. Ele explica que a Articula\u00e7\u00e3o constitui um espa\u00e7o de mobiliza\u00e7\u00e3o, debates e visibilidade da quest\u00e3o ind\u00edgena no conjunto da categoria, contando com o protagonismo ind\u00edgena. Esse protagonismo \u00e9 marcado pelo compromisso com a luta pela demarca\u00e7\u00e3o dos territ\u00f3rios ind\u00edgenas, por pol\u00edticas p\u00fablicas que atendam \u00e0s necessidades e dialoguem com as realidades dos povos ind\u00edgenas no Brasil.&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cAssumir mem\u00f3ria do Dia Nacional de Luta dos Povos Ind\u00edgenas \u00e9 tamb\u00e9m assumir o compromisso \u00e9tico e pol\u00edtico desta categoria que, historicamente, tem estado ao lado dos movimentos sociais e da classe trabalhadora\u201d, ressalta Jibran.&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Comit\u00eas Antirracistas e o combate ao preconceito no Servi\u00e7o Social&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p>O Conjunto CFESS-CRESS tem fortalecido o debate da tem\u00e1tica nos Comit\u00eas Antirracistas, tanto dos Regionais, quanto do Conselho Federal. Os comit\u00eas t\u00eam dialogado com a Articula\u00e7\u00e3o, na dire\u00e7\u00e3o de construir a\u00e7\u00f5es de educa\u00e7\u00e3o permanente e combate ao racismo na categoria profissional.&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Para Jibran, isso se faz importante em raz\u00e3o da diversidade e da particularidade \u00e9tnica de cada povo, independentemente de ser territ\u00f3rio rural ou urbano. \u201cNesse sentido, a Articula\u00e7\u00e3o Brasileira Servi\u00e7o Social e Povos Ind\u00edgenas tem defendido que, cada vez mais, a profiss\u00e3o possa assumir a quest\u00e3o ind\u00edgena como central no processo de forma\u00e7\u00e3o e trabalho profissional, visto tratar-se de um compromisso \u00e9tico e pol\u00edtico e reiterando a responsabilidade do Estado no contexto da prote\u00e7\u00e3o social\u201d, completa.&nbsp;<\/p>\n<p>A coordenadora do Comit\u00ea Antirracista do CFESS, Iara Fraga, destaca tamb\u00e9m que o Servi\u00e7o Social brasileiro j\u00e1 rompeu muitas barreiras, reconhecendo a centralidade da luta antirracista para a profiss\u00e3o, particularmente as estrat\u00e9gias de enfrentamento do racismo vivido pela popula\u00e7\u00e3o negra. \u201cPor\u00e9m, no que se refere \u00e0 quest\u00e3o \u00e9tnica e ao cotidiano de viol\u00eancias e viola\u00e7\u00f5es vividas pelos povos ind\u00edgenas, ainda existem lacunas, desde a forma\u00e7\u00e3o ao exerc\u00edcio profissional. Assim, a agenda de luta dos povos ind\u00edgenas precisa ser tamb\u00e9m nossa\u201d, alerta Iara.&nbsp;<\/p>\n<p>De acordo com Jibran, dois pontos s\u00e3o desafiadores para a popula\u00e7\u00e3o ind\u00edgena atualmente: o reconhecimento profissional e o respeito \u00e0 identidade ind\u00edgena. \u201cEscolhi essa profiss\u00e3o porque sempre vi minha comunidade lutando por direitos b\u00e1sicos, como sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o e territ\u00f3rio. O primeiro desafio que enfrentei foi o preconceito, fora da minha comunidade, morando na cidade e na pr\u00f3pria universidade. Quando me formei, ouvi muitas vezes que eu n\u00e3o precisava de um diploma para ajudar meu povo, como se a nossa luta pudesse ser resolvida apenas com boa vontade. Por outro lado, em espa\u00e7os institucionais, enfrento o questionamento sobre minha compet\u00eancia profissional, como se ser ind\u00edgena fosse um impedimento para atuar tecnicamente\u201d, conta o assistente social, ao relembrar momentos de sua trajet\u00f3ria.&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Luta ind\u00edgena no Par\u00e1&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p>Desde meados de janeiro, ind\u00edgenas de v\u00e1rios povos ocuparam pacificamente a sede da Seduc (Secretaria de Educa\u00e7\u00e3o do Par\u00e1), pedindo a revoga\u00e7\u00e3o da Lei 10.820\/2024, sancionada em dezembro pelo governador do estado. A legisla\u00e7\u00e3o estadual permite substituir o ensino presencial por EaD (educa\u00e7\u00e3o a dist\u00e2ncia) em \u00e1reas remotas, como comunidades quilombolas e terras ind\u00edgenas. Al\u00e9m disso, o or\u00e7amento para a educa\u00e7\u00e3o ind\u00edgena no estado foi reduzido em 85% para 2025.&nbsp;<\/p>\n<p>Mas no \u00faltimo dia 5 de fevereiro, o governador do Par\u00e1, Helder Barbalho (MDB), recuou e assinou Termo de Compromisso que inclui, entre outros pontos, a revoga\u00e7\u00e3o da Lei 10.820\/2024. Essa foi uma grande vit\u00f3ria de mais de 300 ind\u00edgenas que integraram a mobiliza\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>A gente n\u00e3o se cala diante do genoc\u00eddio&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p>A campanha de gest\u00e3o CFESS-CRESS 2023-2026 trouxe o slogan \u201cSou assistente social \u2013 nossas bandeiras pulsam liberdade\u201d. A campanha tem como foco o quanto o Servi\u00e7o Social, na pluralidade de retratos que o representa, enfrentando as amea\u00e7as \u00e0s liberdades democr\u00e1ticas e, tamb\u00e9m \u00e9 impactado pelos ataques e retrocessos vivenciados na sociedade brasileira, no contexto atual.&nbsp;<\/p>\n<p>Nesse contexto de amea\u00e7as, est\u00e1 justamente a luta em defesa dos direitos e territ\u00f3rios dos povos ind\u00edgenas. Por isso, um dos 5 cartazes produzidos at\u00e9 agora para dar visibilidade \u00e0s pautas da campanha trata da quest\u00e3o ind\u00edgena, com o slogan \u201cA gente n\u00e3o se cala diante do genoc\u00eddio\u201d. &nbsp;<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n\u201cNossa profiss\u00e3o \u00e9 composta e atende pessoas de comunidades ind\u00edgenas, quilombolas, ciganas e muitas outras, que est\u00e3o em florestas, campos, cidades. Comunidades que, ao longo dos s\u00e9culos, v\u00eam sendo alijadas de direitos sociais, marginalizadas, expulsas de seus territ\u00f3rios, amea\u00e7adas em sua exist\u00eancia, mas que seguem resistindo. Nosso trabalho, enquanto assistentes sociais, deve contribuir para essa resist\u00eancia, respeitando e se implicando nessa hist\u00f3ria\u201d, acrescenta a presidente do CFESS, Kelly Melatti. &nbsp;<\/p>\n<p>\u00c9 tamb\u00e9m nessa dire\u00e7\u00e3o que Jibran conclama a categoria a fortalecer a defesa dos direitos da popula\u00e7\u00e3o ind\u00edgena. \u201cApesar das dificuldades, sigo acreditando que ser assistente social ind\u00edgena \u00e9 uma forma de resist\u00eancia. Vejo que, quanto mais ind\u00edgenas se formam em Servi\u00e7o Social, mais nossa voz \u00e9 garantida e mais aliadas e aliados temos para que as pol\u00edticas p\u00fablicas venham ao encontro de nossos anseios e necessidades reais\u201d, conclui o profissional. &nbsp;<br \/>\n&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/ssepovosindigenas\/\" target=\"_blank\">Clique e conhe\u00e7a o perfil da Articula\u00e7\u00e3o no Instagram<\/a>&nbsp;<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n<a href=\"https:\/\/www.cfess.org.br\/pulsaassistentesocial\/\" target=\"_blank\">Saiba mais sobre a Campanha de Gest\u00e3o CFESS-CRESS<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Conselho Federal de Servi\u00e7o Social &#8211; CFESS<\/p>\n<p>Gest\u00e3o&nbsp;<em>Que nossas vozes ecoem vida-liberdade<\/em>&nbsp;&#8211; 2023\/2026<\/p>\n<p>Comunica\u00e7\u00e3o\/CFESS<\/p>\n<p>Diogo Adjuto &#8211; JP\/DF 7823<\/p>\n<p>comunicacao@cfess.org.br&nbsp; &nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A data de 7 de fevereiro \u00e9 marcada pelo Dia Nacional de Luta dos Povos Ind\u00edgenas, que hoje faz parte tamb\u00e9m do calend\u00e1rio de lutas do Servi\u00e7o Social. 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