{"id":3300,"date":"2025-02-07T16:30:00","date_gmt":"2025-02-07T16:30:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:8090\/?p=3300"},"modified":"2025-02-07T16:30:00","modified_gmt":"2025-02-07T16:30:00","slug":"hoje-e-dia-nacional-de-luta-dos-povos-indigenas-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cress-ba.org.br\/?p=3300","title":{"rendered":"Hoje \u00e9 Dia Nacional de Luta dos Povos Ind\u00edgenas"},"content":{"rendered":"<p>A data de 7 de fevereiro &eacute; marcada pelo Dia Nacional de Luta dos Povos Ind&iacute;genas, que hoje faz parte tamb&eacute;m do calend&aacute;rio de lutas do Servi&ccedil;o Social. Hoje, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica (IBGE), pelo Censo Ind&iacute;gena de 2022, o Brasil tem 1.693.535 pessoas ind&iacute;genas, o que corresponde a 0,83% da popula&ccedil;&atilde;o total do pa&iacute;s. Assistentes sociais tamb&eacute;m atuam com atendimento a povos ind&iacute;genas de diversas etnias, al&eacute;m de tamb&eacute;m a comporem.&nbsp;<\/p>\n<p>A categoria tamb&eacute;m apoia a luta em defesa dos direitos dessa popula&ccedil;&atilde;o, reafirmando, no cotidiano de trabalho, o compromisso com o reconhecimento dos direitos territoriais, sociais, ambientais, econ&ocirc;micos e culturais, com respeito e valoriza&ccedil;&atilde;o de sua identidade &eacute;tnica e suas formas de organiza&ccedil;&atilde;o.&nbsp;<\/p>\n<p>Ao longo dos anos, ind&iacute;genas assistentes sociais e assistentes sociais que apoiam a defesa dos direitos dos povos ind&iacute;genas t&ecirc;m se organizado por meio da Articula&ccedil;&atilde;o Brasileira Servi&ccedil;o Social e Povos Ind&iacute;genas, fortalecendo enfretamentos necess&aacute;rios nos marcos dos 525 anos de expropria&ccedil;&atilde;o dessas terras e dessas &ldquo;gentes&rdquo;, de acrodo com a coordenadora do Comit&ecirc; Antirracista do CFESS, Iara Fraga.&nbsp;<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nUm desses profissionais &eacute; Jibran Yopopem &nbsp;Patte, ind&iacute;gena do povo Xokleng e assistente social. Ele explica que a Articula&ccedil;&atilde;o constitui um espa&ccedil;o de mobiliza&ccedil;&atilde;o, debates e visibilidade da quest&atilde;o ind&iacute;gena no conjunto da categoria, contando com o protagonismo ind&iacute;gena. Esse protagonismo &eacute; marcado pelo compromisso com a luta pela demarca&ccedil;&atilde;o dos territ&oacute;rios ind&iacute;genas, por pol&iacute;ticas p&uacute;blicas que atendam &agrave;s necessidades e dialoguem com as realidades dos povos ind&iacute;genas no Brasil.&nbsp;<\/p>\n<p>&ldquo;Assumir mem&oacute;ria do Dia Nacional de Luta dos Povos Ind&iacute;genas &eacute; tamb&eacute;m assumir o compromisso &eacute;tico e pol&iacute;tico desta categoria que, historicamente, tem estado ao lado dos movimentos sociais e da classe trabalhadora&rdquo;, ressalta Jibran.&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Comit&ecirc;s Antirracistas e o combate ao preconceito no Servi&ccedil;o Social&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p>O Conjunto CFESS-CRESS tem fortalecido o debate da tem&aacute;tica nos Comit&ecirc;s Antirracistas, tanto dos Regionais, quanto do Conselho Federal. Os comit&ecirc;s t&ecirc;m dialogado com a Articula&ccedil;&atilde;o, na dire&ccedil;&atilde;o de construir a&ccedil;&otilde;es de educa&ccedil;&atilde;o permanente e combate ao racismo na categoria profissional.&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Para Jibran, isso se faz importante em raz&atilde;o da diversidade e da particularidade &eacute;tnica de cada povo, independentemente de ser territ&oacute;rio rural ou urbano. &ldquo;Nesse sentido, a Articula&ccedil;&atilde;o Brasileira Servi&ccedil;o Social e Povos Ind&iacute;genas tem defendido que, cada vez mais, a profiss&atilde;o possa assumir a quest&atilde;o ind&iacute;gena como central no processo de forma&ccedil;&atilde;o e trabalho profissional, visto tratar-se de um compromisso &eacute;tico e pol&iacute;tico e reiterando a responsabilidade do Estado no contexto da prote&ccedil;&atilde;o social&rdquo;, completa.&nbsp;<\/p>\n<p>A coordenadora do Comit&ecirc; Antirracista do CFESS, Iara Fraga, destaca tamb&eacute;m que o Servi&ccedil;o Social brasileiro j&aacute; rompeu muitas barreiras, reconhecendo a centralidade da luta antirracista para a profiss&atilde;o, particularmente as estrat&eacute;gias de enfrentamento do racismo vivido pela popula&ccedil;&atilde;o negra. &ldquo;Por&eacute;m, no que se refere &agrave; quest&atilde;o &eacute;tnica e ao cotidiano de viol&ecirc;ncias e viola&ccedil;&otilde;es vividas pelos povos ind&iacute;genas, ainda existem lacunas, desde a forma&ccedil;&atilde;o ao exerc&iacute;cio profissional. Assim, a agenda de luta dos povos ind&iacute;genas precisa ser tamb&eacute;m nossa&rdquo;, alerta Iara.&nbsp;<\/p>\n<p>De acordo com Jibran, dois pontos s&atilde;o desafiadores para a popula&ccedil;&atilde;o ind&iacute;gena atualmente: o reconhecimento profissional e o respeito &agrave; identidade ind&iacute;gena. &ldquo;Escolhi essa profiss&atilde;o porque sempre vi minha comunidade lutando por direitos b&aacute;sicos, como sa&uacute;de, educa&ccedil;&atilde;o e territ&oacute;rio. O primeiro desafio que enfrentei foi o preconceito, fora da minha comunidade, morando na cidade e na pr&oacute;pria universidade. Quando me formei, ouvi muitas vezes que eu n&atilde;o precisava de um diploma para ajudar meu povo, como se a nossa luta pudesse ser resolvida apenas com boa vontade. Por outro lado, em espa&ccedil;os institucionais, enfrento o questionamento sobre minha compet&ecirc;ncia profissional, como se ser ind&iacute;gena fosse um impedimento para atuar tecnicamente&rdquo;, conta o assistente social, ao relembrar momentos de sua trajet&oacute;ria.&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Luta ind&iacute;gena no Par&aacute;&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p>Desde meados de janeiro, ind&iacute;genas de v&aacute;rios povos ocuparam pacificamente a sede da Seduc (Secretaria de Educa&ccedil;&atilde;o do Par&aacute;), pedindo a revoga&ccedil;&atilde;o da Lei 10.820\/2024, sancionada em dezembro pelo governador do estado. A legisla&ccedil;&atilde;o estadual permite substituir o ensino presencial por EaD (educa&ccedil;&atilde;o a dist&acirc;ncia) em &aacute;reas remotas, como comunidades quilombolas e terras ind&iacute;genas. Al&eacute;m disso, o or&ccedil;amento para a educa&ccedil;&atilde;o ind&iacute;gena no estado foi reduzido em 85% para 2025.&nbsp;<\/p>\n<p>Mas no &uacute;ltimo dia 5 de fevereiro, o governador do Par&aacute;, Helder Barbalho (MDB), recuou e assinou Termo de Compromisso que inclui, entre outros pontos, a revoga&ccedil;&atilde;o da Lei 10.820\/2024. Essa foi uma grande vit&oacute;ria de mais de 300 ind&iacute;genas que integraram a mobiliza&ccedil;&atilde;o.&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>A gente n&atilde;o se cala diante do genoc&iacute;dio&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p>A campanha de gest&atilde;o CFESS-CRESS 2023-2026 trouxe o slogan &ldquo;Sou assistente social &ndash; nossas bandeiras pulsam liberdade&rdquo;. A campanha tem como foco o quanto o Servi&ccedil;o Social, na pluralidade de retratos que o representa, enfrentando as amea&ccedil;as &agrave;s liberdades democr&aacute;ticas e, tamb&eacute;m &eacute; impactado pelos ataques e retrocessos vivenciados na sociedade brasileira, no contexto atual.&nbsp;<\/p>\n<p>Nesse contexto de amea&ccedil;as, est&aacute; justamente a luta em defesa dos direitos e territ&oacute;rios dos povos ind&iacute;genas. Por isso, um dos 5 cartazes produzidos at&eacute; agora para dar visibilidade &agrave;s pautas da campanha trata da quest&atilde;o ind&iacute;gena, com o slogan &ldquo;A gente n&atilde;o se cala diante do genoc&iacute;dio&rdquo;. &nbsp;<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n&ldquo;Nossa profiss&atilde;o &eacute; composta e atende pessoas de comunidades ind&iacute;genas, quilombolas, ciganas e muitas outras, que est&atilde;o em florestas, campos, cidades. Comunidades que, ao longo dos s&eacute;culos, v&ecirc;m sendo alijadas de direitos sociais, marginalizadas, expulsas de seus territ&oacute;rios, amea&ccedil;adas em sua exist&ecirc;ncia, mas que seguem resistindo. Nosso trabalho, enquanto assistentes sociais, deve contribuir para essa resist&ecirc;ncia, respeitando e se implicando nessa hist&oacute;ria&rdquo;, acrescenta a presidente do CFESS, Kelly Melatti. &nbsp;<\/p>\n<p>&Eacute; tamb&eacute;m nessa dire&ccedil;&atilde;o que Jibran conclama a categoria a fortalecer a defesa dos direitos da popula&ccedil;&atilde;o ind&iacute;gena. &ldquo;Apesar das dificuldades, sigo acreditando que ser assistente social ind&iacute;gena &eacute; uma forma de resist&ecirc;ncia. Vejo que, quanto mais ind&iacute;genas se formam em Servi&ccedil;o Social, mais nossa voz &eacute; garantida e mais aliadas e aliados temos para que as pol&iacute;ticas p&uacute;blicas venham ao encontro de nossos anseios e necessidades reais&rdquo;, conclui o profissional. &nbsp;<br \/>\n&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/ssepovosindigenas\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Clique e conhe&ccedil;a o perfil da Articula&ccedil;&atilde;o no Instagram<\/a>&nbsp;<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n<a href=\"https:\/\/www.cfess.org.br\/pulsaassistentesocial\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Saiba mais sobre a Campanha de Gest&atilde;o CFESS-CRESS<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Conselho Federal de Servi&ccedil;o Social &#8211; CFESS<\/p>\n<p>Gest&atilde;o&nbsp;<em>Que nossas vozes ecoem vida-liberdade<\/em>&nbsp;&#8211; 2023\/2026<\/p>\n<p>Comunica&ccedil;&atilde;o\/CFESS<\/p>\n<p>Diogo Adjuto &#8211; JP\/DF 7823<\/p>\n<p>comunicacao@cfess.org.br&nbsp; &nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Assistentes sociais defendem os direitos territoriais, a valoriza\u00e7\u00e3o do modo de vida e o acesso a pol\u00edticas p\u00fablicas por esta popula\u00e7\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":6698,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[16],"tags":[],"class_list":["post-3300","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-uncategorized"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/cress-ba.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3300","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/cress-ba.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/cress-ba.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cress-ba.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cress-ba.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=3300"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/cress-ba.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3300\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cress-ba.org.br\/index.php?rest_route=\/"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/cress-ba.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=3300"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/cress-ba.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=3300"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/cress-ba.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=3300"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}