{"id":3928,"date":"2020-01-16T18:48:34","date_gmt":"2020-01-16T18:48:34","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:8090\/?p=88"},"modified":"2020-01-16T18:48:34","modified_gmt":"2020-01-16T18:48:34","slug":"aborto-e-assunto-pra-assistente-social-sim-mas-sem-preconceito","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cress-ba.org.br\/?p=3928","title":{"rendered":"Aborto \u00e9 assunto pra assistente social sim, mas sem preconceito!"},"content":{"rendered":"<h3>No Uruguai, onde o aborto &eacute; legalizado, as mulheres que desejam interromper a gravidez s&atilde;o acolhidas por equipes multiprofissionais. No Brasil, elas acabam morrendo em cl&iacute;nicas clandestinas ou por falta de atendimento<\/h3>\n<p>Duas trag&eacute;dias recentes trouxeram o tema aborto para a pauta da m&iacute;dia brasileira. &nbsp;Jandira, de 27 anos, dois filhos, desapareceu ap&oacute;s sair de casa para interromper uma gravidez indesejada. Ela mandou uma mensagem ao companheiro dizendo que estava com medo. Seu corpo, carbonizado, foi encontrado quase um m&ecirc;s depois. Eliz&acirc;ngela, de 32 anos, m&atilde;e de tr&ecirc;s filhos, tamb&eacute;m foi v&iacute;tima da viol&ecirc;ncia e da inseguran&ccedil;a do aborto clandestino. Seu corpo foi abandonado em frente a um hospital.<\/p>\n<p>Ambos os casos ocorreram no Rio de Janeiro. A morte se tornou um destino comum n&atilde;o s&oacute; para elas, mas para todas as mulheres pobres, principalmente as negras, que desejam interromper a gravidez. O aborto &eacute; a quinta causa da mortalidade materna no Brasil, segundo o Conselho Federal de Medicina (CFM).<\/p>\n<p>&ldquo;A legisla&ccedil;&atilde;o que criminaliza o aborto no Brasil &eacute; que &eacute; criminosa&rdquo;, afirma a assistente social e integrante do movimento feminista SOS Corpo, Ver&ocirc;nica Ferreira. &ldquo;Essa legisla&ccedil;&atilde;o ceifa a vida das mulheres, como o movimento feminista tem denunciado h&aacute; tantas d&eacute;cadas. A criminaliza&ccedil;&atilde;o do aborto leva as mulheres que precisam interromper a gravidez a buscarem cl&iacute;nicas clandestinas, cuja qualidade se desconhece&rdquo;, argumenta. Como se j&aacute; n&atilde;o bastasse enfrentar o medo, a ang&uacute;stia e a inseguran&ccedil;a que vigora em um ambiente de criminaliza&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>&ldquo;O contexto atual no Brasil, de fechamento de cl&iacute;nicas, a desinforma&ccedil;&atilde;o e mentiras propagadas pelos setores conservadores, profissionais de sa&uacute;de denunciando mulheres em cl&iacute;nicas p&uacute;blicas, todo esse contexto que alimenta a persegui&ccedil;&atilde;o e condena&ccedil;&atilde;o das mulheres, tem agravado a clandestinidade do aborto, e deixando-as em situa&ccedil;&atilde;o de ainda maior vulnerabilidade, buscando, sozinhas e sem apoio &ndash; pois cada vez menos se pode falar sobre essa situa&ccedil;&atilde;o &ndash; cl&iacute;nicas clandestinas e inseguras diante de uma situa&ccedil;&atilde;o de gravidez indesejada&rdquo;, revela Ver&ocirc;nica.<\/p>\n<p>&Eacute; a vida das mulheres que a legisla&ccedil;&atilde;o criminosa e perversa tem roubado, punindo-as pelo exerc&iacute;cio de sua liberdade e autonomia.<\/p>\n<p>Para a assistente social, os casos de Jandira e Eliz&acirc;ngela s&oacute; confirmam a necessidade urgente de descriminalizar e legalizar o aborto no pa&iacute;s para garantir a vida e a autonomia das mulheres.<\/p>\n<p>As prerrogativas legais para o aborto no Brasil e o sucesso da lei do aborto no Uruguai<\/p>\n<p>Existem tr&ecirc;s as prerrogativas legais para a realiza&ccedil;&atilde;o do aborto no Brasil: em situa&ccedil;&otilde;es de gravidez com risco de morte &agrave; mulher ou advinda de um estupro ou de gesta&ccedil;&atilde;o de fetos anencef&aacute;licos. Para muita gente, nem isso deveria ser permitido. Mas aborto &eacute; quest&atilde;o de sa&uacute;de p&uacute;blica. Por isso, &eacute; preciso ampliar esse leque: descriminalizar e legalizar. &ldquo;Descriminalizar significa que o aborto deixa de ser tratado como crime, em quaisquer situa&ccedil;&otilde;es em que uma mulher tome a decis&atilde;o de interromper a gravidez, at&eacute; a 12&ordf; semana de gesta&ccedil;&atilde;o, e at&eacute; a 20&ordf;, em caso de viol&ecirc;ncia sexual&rdquo;, explica Ver&ocirc;nica.<\/p>\n<p>Mas descriminalizar n&atilde;o assegura que as mulheres tenham o atendimento garantido pelo Estado. &ldquo;O que numa sociedade desigual como a nossa manter&aacute; a situa&ccedil;&atilde;o em que as mulheres mais pobres, em sua maioria, negras, continuem sem ter os recursos necess&aacute;rios para interromper a gravidez em condi&ccedil;&otilde;es de seguran&ccedil;a e com seu direito &agrave; sa&uacute;de resguardado. Para isso, &eacute; preciso legalizar o aborto e garantir nos servi&ccedil;os de sa&uacute;de o atendimento &agrave;s mulheres que, por sua livre decis&atilde;o, busquem o servi&ccedil;o para interromper a gravidez. Essa situa&ccedil;&atilde;o recentemente foi conquistada no Uruguai, por muita luta dos movimentos feministas&rdquo;, completa a assistente social.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Um balan&ccedil;o oficial do governo uruguaio, divulgado no site&nbsp;Pragmatismo Pol&iacute;tico, informou que, no per&iacute;odo de um ano de vig&ecirc;ncia da Lei de Interrup&ccedil;&atilde;o da Gravidez (lei de aborto), foram realizados 6.676 abortos seguros e nenhuma (isso mesmo, nenhuma!) mulher faleceu. O per&iacute;odo analisado foi de dezembro de 2012 a novembro de 2013. A m&eacute;dia foi de 556 abortos por m&ecirc;s, ou aproximadamente 18 abortos por dia. Do total de abortos realizados no marco da nova lei, em apenas 50 casos (0,007%) houve complica&ccedil;&otilde;es leves.<\/p>\n<p>O &uacute;nico caso de morte foi o de uma mulher que realizou um aborto (clandestino, diga-se de passagem) fora de um centro de sa&uacute;de, aparentemente usando uma agulha de croch&ecirc;. Ela j&aacute; teria chegado em estado grave ao hospital.<\/p>\n<p>De acordo com a Lei do Aborto uruguaia, a solicita&ccedil;&atilde;o para a interrup&ccedil;&atilde;o volunt&aacute;ria da gravidez pode ser feita at&eacute; a 12&ordf; semana de gesta&ccedil;&atilde;o. O per&iacute;odo se amplia para 14 semanas em caso de estupro e n&atilde;o h&aacute; restri&ccedil;&otilde;es nos caso de m&aacute;-forma&ccedil;&atilde;o do feto ou risco de vida para a m&atilde;e. Antes, as pacientes devem passar por uma equipe multidisciplinar, formada por ginecologistas, psic&oacute;logas e assistentes sociais. Entre outras a&ccedil;&otilde;es, a equipe conversa sobre a possibilidade de concluir a gravidez e dar a crian&ccedil;a para ado&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Posteriormente, h&aacute; cinco dias para a reflex&atilde;o. Depois, caso a vontade permane&ccedil;a, &eacute; feito o aborto, farmacol&oacute;gico e seguindo os crit&eacute;rios recomendados pela OMS (Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de).<\/p>\n<p>No Brasil, o fundamentalismo religioso &eacute; barreira<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em maio deste ano, o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de revogou a Portaria 415, que inclu&iacute;a o aborto por raz&otilde;es m&eacute;dicas e legais na Tabela de Procedimentos do Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de (SUS). O Minist&eacute;rio afirmou que a revoga&ccedil;&atilde;o se deu por quest&otilde;es t&eacute;cnicas de ordem financeira, mas o que houve, de fato, foi uma grande press&atilde;o da bancada religiosa do Congresso Nacional.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>E para Ver&ocirc;nica Ferreira, a revoga&ccedil;&atilde;o da portaria foi um grande retrocesso. &ldquo;Tratou-se, mais uma vez, de uma capitula&ccedil;&atilde;o do Governo frente &agrave;s amea&ccedil;as dos setores fundamentalistas organizados no Congresso. Esse &eacute; o primeiro grande preju&iacute;zo, pois significa que estes setores ganham for&ccedil;a pol&iacute;tica e cada recuo alimenta essa for&ccedil;a, em detrimento do atendimento &agrave;s necessidades. &Eacute; um recuo que alimenta outros, na medida em que refor&ccedil;a o poder destes setores conservadores, contr&aacute;rios aos direitos e a autonomia das mulheres, que querem implementar a pol&iacute;tica de maternidade obrigat&oacute;ria no pa&iacute;s&rdquo;, opina.<\/p>\n<p>Para a assistente social, estes setores t&ecirc;m tentado derrubar a lei que assegura o atendimento &agrave;s mulheres em situa&ccedil;&atilde;o de viol&ecirc;ncia sexual no Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de (SUS), promulgada em 2013 pelo Governo Federal. &ldquo;A Portaria 415 d&aacute; consequ&ecirc;ncia ao que j&aacute; est&aacute; garantido como um direito das mulheres, que &eacute; a assist&ecirc;ncia ao aborto nas situa&ccedil;&otilde;es previstas em lei nos servi&ccedil;os do SUS, ao incluir o procedimento na tabela e garantir, tamb&eacute;m, o direito a uma pessoa como acompanhante. Com a sua revoga&ccedil;&atilde;o, n&oacute;s retrocedemos na organiza&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os para garantir essa assist&ecirc;ncia e, sobretudo, mais uma vez, retrocedemos no papel do Estado em assegurar os direitos e a autonomia das mulheres. Vale ressaltar que muitos dos parlamentares conservadores e fundamentalistas que est&atilde;o nessa frente s&atilde;o contra o pr&oacute;prio SUS!&rdquo;, complementa Ver&ocirc;nica.<\/p>\n<p>Enfrentar o conservadorismo &eacute; necess&aacute;rio<\/p>\n<p>Segundo Ver&ocirc;nica Ferreira, os movimentos feministas e de mulheres t&ecirc;m atuado em diferentes frentes, em um contexto adverso, em que cresce a criminaliza&ccedil;&atilde;o das mulheres que abortam e daquelas que lutam pela legaliza&ccedil;&atilde;o do aborto. &ldquo;Nesse momento, minhas companheiras de milit&acirc;ncia na Articula&ccedil;&atilde;o de Mulheres Brasileiras (AMB) de Goi&aacute;s est&atilde;o sofrendo um terr&iacute;vel processo de persegui&ccedil;&atilde;o por defenderem essa bandeira&rdquo;, conta.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Para ela, um grande esfor&ccedil;o tem sido o de fortalecer a articula&ccedil;&atilde;o entre movimentos para enfrentar essa ofensiva conservadora, que tenta impor a pol&iacute;tica de maternidade obrigat&oacute;ria a todas mulheres. &ldquo;Desde 2008, os movimentos feministas e de mulheres est&atilde;o articulados e impulsionando uma Frente contra a Criminaliza&ccedil;&atilde;o das Mulheres e pela Legaliza&ccedil;&atilde;o do Aborto no Brasil, e a partir da&iacute; v&aacute;rias iniciativas t&ecirc;m sido realizadas&rdquo;.&nbsp; No dia 28 de setembro, v&aacute;rias mobiliza&ccedil;&otilde;es de rua foram realizadas em v&aacute;rios estados, organizadas pela Frente ou pelos movimentos que a integram, assim como a coleta de assinaturas para um manifesto p&uacute;blico, para ampla ades&atilde;o de organiza&ccedil;&otilde;es e pessoas, em defesa da autonomia e da vida das mulheres.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O que a categoria tem a ver com tudo isso<\/p>\n<p>Muitas vezes, assistentes sociais comp&otilde;em equipes multiprofissionais que realizam atendimento de mulheres que desejam interromper a gravidez, conforme as prerrogativas legais. Entretanto, dentro da pr&oacute;pria categoria, h&aacute; quem recrimine a pr&aacute;tica do abortamento, ainda que a posi&ccedil;&atilde;o do Conjunto CFESS-CRESS seja pela legaliza&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&ldquo;N&oacute;s, assistentes sociais, somos em grande maioria mulheres e precisamos, em primeiro lugar, fazer uma reflex&atilde;o desde essa experi&ecirc;ncia. N&atilde;o podemos agir irrefletidamente frente a situa&ccedil;&otilde;es e dilemas que nos s&atilde;o pr&oacute;prios e pr&oacute;ximos &ndash; ainda que n&atilde;o o tenhamos vivido individualmente. O aborto &eacute; parte da vida das mulheres e n&atilde;o podemos, portanto, atuar baseadas em valores e ide&aacute;rios que negam nossa pr&oacute;pria exist&ecirc;ncia e, ainda mais, nos negam como sujeitos &eacute;ticos capazes de decidir sobre nossas vidas. Ent&atilde;o, na minha vis&atilde;o, o primeiro passo &eacute; realizar essa reflex&atilde;o&rdquo;, defende Ver&ocirc;nica Ferreira.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Segundo ela, &eacute; preciso tamb&eacute;m que cada profissional busque conhecer os argumentos e informa&ccedil;&otilde;es dos setores que defendem a legaliza&ccedil;&atilde;o do aborto, e que os aborda desde dimens&otilde;es &eacute;ticas, sociais, pol&iacute;ticas e de sa&uacute;de p&uacute;blica. &ldquo;Uma das estrat&eacute;gias dos setores conservadores tem sido incentivar a desinforma&ccedil;&atilde;o, e muita mentira tem sido divulgada, irresponsavelmente. E n&oacute;s, como profissionais, n&atilde;o podemos atuar seguindo o senso comum ou os valores religiosos sobre essa quest&atilde;o&rdquo;, alerta.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>E complementa: &ldquo;n&oacute;s, feministas, gostar&iacute;amos que nenhuma mulher precisasse recorrer a um aborto. Mas nenhuma mulher est&aacute; livre de, um dia, precisar abortar. E isto, por v&aacute;rias raz&otilde;es: pela perman&ecirc;ncia do abuso e da viol&ecirc;ncia sexual, do estupro, dentro e fora das fam&iacute;lias, pelas falhas nos servi&ccedil;os de planejamento familiar, p&oacute;s-parto e p&oacute;s-aborto, ou porque nos projetos de vida n&atilde;o se deseja levar uma gravidez adiante. Ser m&atilde;e deve ser um ato de liberdade, n&atilde;o uma conting&ecirc;ncia biol&oacute;gica ou uma imposi&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica. &Eacute; parte do nosso compromisso com uma atua&ccedil;&atilde;o qualificada e cr&iacute;tica, comprometida com a defesa da liberdade, conhecer e debater a quest&atilde;o, o que implica conhecer e debater o que o pr&oacute;prio conjunto CFESS-CRESS tem produzido. Nosso compromisso &eacute;tico-pol&iacute;tico com a autonomia e a liberdade inclui as mulheres que atendemos nos servi&ccedil;os de sa&uacute;de, embora o sistema patriarcal vigente nos tente impor o contr&aacute;rio, destituindo de sentido e valor a vida das mulheres. Vale a palavra, vale a experi&ecirc;ncia, vale a decis&atilde;o, vale a vida das mulheres &ndash; de qualquer uma e de todas n&oacute;s!&rdquo;.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte:&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.cfess.org.br\/visualizar\/noticia\/cod\/1127\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">Site CFESS<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Aborto \u00e9 assunto pra assistente social sim, mas sem preconceito!<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":3576,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[16],"tags":[],"class_list":["post-3928","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-uncategorized"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/cress-ba.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3928","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/cress-ba.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/cress-ba.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cress-ba.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cress-ba.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=3928"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/cress-ba.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3928\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cress-ba.org.br\/index.php?rest_route=\/"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/cress-ba.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=3928"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/cress-ba.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=3928"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/cress-ba.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=3928"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}