{"id":4505,"date":"2024-03-14T11:58:43","date_gmt":"2024-03-14T11:58:43","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:8090\/?p=3076"},"modified":"2024-03-14T11:58:43","modified_gmt":"2024-03-14T11:58:43","slug":"cress-ba-realizou-roda-de-conversa-sobre-mulheres-racializadas-e-incidencia-politico-comunitaria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cress-ba.org.br\/?p=4505","title":{"rendered":"CRESS-Ba realizou roda de conversa sobre mulheres racializadas e incid\u00eancia pol\u00edtico-comunit\u00e1ria"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-size:11pt\"><span style=\"font-family:Calibri,sans-serif\">A luta por direitos e pol\u00edticas p\u00fablicas nas comunidades e territ\u00f3rios foi o mote da roda de conversa \u201cMulheres racializadas e incid\u00eancia pol\u00edtico-comunit\u00e1ria\u201d, realizada pelo CRESS-BA no dia 09 de mar\u00e7o, na sede da autarquia.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size:11pt\"><span style=\"font-family:Calibri,sans-serif\">Participaram lideran\u00e7as comunit\u00e1rias como debatedoras, assistentes sociais e tamb\u00e9m estudante de Servi\u00e7o Social. A atividade foi transmitida no canal do Conselho (<a href=\"mailto:youtube.com@cress-ba\" style=\"color:#0563c1; text-decoration:underline\">youtube.com@cress-ba<\/a>).<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size:11pt\"><span style=\"font-family:Calibri,sans-serif\">A primeira a falar como convidada foi Leninha, uma das lideran\u00e7as presentes da Associa\u00e7\u00e3o de Moradores do Conjunto Santa Luzia do bairro Uruguai. Ela contou a hist\u00f3ria da associa\u00e7\u00e3o e da Escola Comunit\u00e1ria Luiza Mahin, frutos da necessidade de disputar as pol\u00edticas p\u00fablicas para a comunidade e de combate ao racismo e machismo desde a inf\u00e2ncia. Ela tamb\u00e9m pontuou a auto-organiza\u00e7\u00e3o das mulheres na busca por autonomia, principalmente econ\u00f4mica.<\/span><\/span><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"https:\/\/cress-ba.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/WhatsApp-Image-2024-03-12-at-17_57_57-10.jpeg\" style=\"height:372px; width:560px\"><\/p>\n<p><span style=\"font-size:11pt\"><span style=\"font-family:Calibri,sans-serif\">Leninha falou ainda sobre o papel do Servi\u00e7o Social para a incid\u00eancia pol\u00edtica, no di\u00e1logo entre os governos e popula\u00e7\u00e3o, e tamb\u00e9m na forma\u00e7\u00e3o e educa\u00e7\u00e3o comunit\u00e1ria, pontuando que as\/os assistentes sociais precisam ocupar esse espa\u00e7o e fazer acontecer o projeto \u00e9tico-pol\u00edtico nas comunidades, n\u00e3o apenas com o trabalho t\u00e9cnico nos limites das institui\u00e7\u00f5es como CRAS. <\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size:11pt\"><span style=\"font-family:Calibri,sans-serif\">Na oportunidade, a conselheira G\u00e9ssica Santos, que fez a coordena\u00e7\u00e3o da roda, refor\u00e7ou a fala de Leninha ao apontar que a assessoria aos movimentos sociais \u00e9 uma atribui\u00e7\u00e3o das e dos profissionais e est\u00e1 no C\u00f3digo de \u00c9tica do Servi\u00e7o Social.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size:11pt\"><span style=\"font-family:Calibri,sans-serif\"><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"https:\/\/cress-ba.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/WhatsApp-Image-2024-03-12-at-17_57_57-3.jpeg\" style=\"height:372px; width:560px\"><\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size:11pt\"><span style=\"font-family:Calibri,sans-serif\">Na sequ\u00eancia, a palavra foi de Raimunda Oliveira, <span style=\"font-size:10.5pt\"><span style=\"background-color:white\"><span style='font-family:\"Segoe UI\",sans-serif'><span style=\"color:black\">integrante da Coletiva Mahin e do Coletivo Mulheres, Pol\u00edticas P\u00fablicas e Sociedade (MUPPS), que falou sobre a atua\u00e7\u00e3o com a quest\u00e3o g\u00eanero e ra\u00e7a, e a luta pela emancipa\u00e7\u00e3o das mulheres negras. Falou de projetos para promo\u00e7\u00e3o da dignidade menstrual de pessoas e a interface com o racismo ambiental, sobre os cursos preparat\u00f3rios para concursos, refletiu a quest\u00e3o da juventude, o proibicionismo e a dita \u201cguerra \u00e0s drogas\u201d. \u201cAs comunit\u00e1rias chegam onde n\u00e3o chega os servi\u00e7os p\u00fablicos\u201d.<\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size:11pt\"><span style=\"font-family:Calibri,sans-serif\"><span style=\"font-size:10.5pt\"><span style=\"background-color:white\"><span style='font-family:\"Segoe UI\",sans-serif'><span style=\"color:black\"><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"https:\/\/cress-ba.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/WhatsApp-Image-2024-03-12-at-17_57_57-11.jpeg\" style=\"height:332px; width:500px\"><\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size:11pt\"><span style=\"font-family:Calibri,sans-serif\"><span style=\"font-size:10.5pt\"><span style=\"background-color:white\"><span style='font-family:\"Segoe UI\",sans-serif'><span style=\"color:black\">Ela tamb\u00e9m trouxe reflex\u00f5es acerca da realidade de precariza\u00e7\u00e3o do trabalho de mulheres pretas, mesmo aquelas com ensino superior, tendo como exemplo as pr\u00f3prias assistentes sociais. \u201cMuitas mulheres jovens n\u00e3o v\u00eaem mais sentido no estudo. O racismo estrutural expulsa essas mulheres do mercado qualificado\u201d, afirmou.<\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size:11pt\"><span style=\"font-family:Calibri,sans-serif\">A outra convidada foi Rutian Patax\u00f3, economista e <span style=\"font-size:10.5pt\"><span style=\"background-color:white\"><span style='font-family:\"Segoe UI\",sans-serif'><span style=\"color:black\">mestranda em Estudos \u00c9tnicos e Africanos (UFBA), conselheira ind\u00edgena no Conselho Estadual para Sustentabilidade dos Povos e Comunidades Tradicionais, coordenadora executiva na Associa\u00e7\u00e3o Nacional de A\u00e7\u00e3o Indigenista, coordenadora do Projeto Filhas da Ancestralidade e ouvidora adjunta da Defensoria P\u00fablica da Bahia.<\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size:11pt\"><span style=\"font-family:Calibri,sans-serif\"><span style=\"font-size:10.5pt\"><span style=\"background-color:white\"><span style='font-family:\"Segoe UI\",sans-serif'><span style=\"color:black\">Sua abordagem trouxe quest\u00f5es relativas \u00e0s<\/span><\/span><\/span><\/span> viol\u00eancias institucionais sofridas na Universidade, principalmente nos anos iniciais das pol\u00edticas de cotas e a\u00e7\u00f5es afirmativas, apontando que a luta pela educa\u00e7\u00e3o \u00e9 sobretudo uma busca para transformar a realidade das comunidades, muitas em situa\u00e7\u00e3o de extrema pobreza, e que a demarca\u00e7\u00e3o de terras \u00e9 a luta central de todos os povos ind\u00edgenas. Rutian afirmou que o principal objetivo, para os povos ind\u00edgenas, ao ocupar diversos espa\u00e7os \u00e9 de n\u00e3o serem tutelados, poderem falar por si, mas que as barreiras institucionais s\u00e3o muito grandes. Tamb\u00e9m denunciou a alta letalidade do estado da Bahia e as estrat\u00e9gias para dividir os povos e os fazerem disputar o pouco que \u00e9 oferecido.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size:11pt\"><span style=\"font-family:Calibri,sans-serif\"><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"https:\/\/cress-ba.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/WhatsApp-Image-2024-03-12-at-17_57_57-12.jpeg\" style=\"height:372px; width:560px\"><\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size:11pt\"><span style=\"font-family:Calibri,sans-serif\">Ela apresentou a atua\u00e7\u00e3o do projeto Filhas da Ancestralidade para visibilizar a exist\u00eancia das mulheres ind\u00edgenas, ao compreender que a falta de conhecimento sobre a realidade dos povos ind\u00edgenas perpetuam preconceitos e estigmas. Atualmente, o projeto est\u00e1 realizando um diagn\u00f3stico do perfil das mulheres ind\u00edgenas na Bahia a fim de embasar as demandas das pol\u00edticas p\u00fablicas voltadas para elas, e tamb\u00e9m promovendo forma\u00e7\u00f5es. <\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size:11pt\"><span style=\"font-family:Calibri,sans-serif\">A \u00faltima a falar como debatedora, participando em formato remoto, foi a Yalorix\u00e1 Thiffany Odara, mulher trans <span style=\"font-size:10.5pt\"><span style=\"background-color:white\"><span style='font-family:\"Segoe UI\",sans-serif'><span style=\"color:black\">mestranda em Educa\u00e7\u00e3o e Contemporaneidade (PPGEDUC \u2013 UNEB); especialista em G\u00eanero, Ra\u00e7a e Sexualidade; vice-presidenta do Conselho de Mulheres de Lauro de Freitas; e conselheira do Conselho Municipal de Promo\u00e7\u00e3o de Igualdade Racial (CMPIR).<\/span><\/span><\/span><\/span> Ela inicia a fala afirmando que a dissid\u00eancia de g\u00eanero \u00e9 um lugar de resist\u00eancia contra a estrutura patriarcal machista e racista. \u201cA gente fala de um pa\u00eds que mais mata pessoas trans. A gente fala de uma prov\u00edncia [Brasil], onde o corpo negro est\u00e1 tentando se estruturar. A disputa de narrativa tamb\u00e9m \u00e9 disputa de poder\u201d, afirmou. <\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size:11pt\"><span style=\"font-family:Calibri,sans-serif\"><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"https:\/\/cress-ba.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/WhatsApp-Image-2024-03-12-at-17_57_57-2.jpeg\" style=\"height:332px; width:500px\"><\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size:11pt\"><span style=\"font-family:Calibri,sans-serif\">Ela abordou ainda que a aus\u00eancia de pol\u00edticas p\u00fablicas e a falta de espa\u00e7os de participa\u00e7\u00e3o das comunidades \u00e9 racismo, porque h\u00e1 uma inten\u00e7\u00e3o nessa nega\u00e7\u00e3o, e que as comunidades, atrav\u00e9s da coopera\u00e7\u00e3o, cumprem o papel dessas aus\u00eancias, seja na ressocializa\u00e7\u00e3o de pessoas que foram encarceradas, na luta pela sa\u00fade, pela educa\u00e7\u00e3o e por outros direitos. <\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-size:11pt\"><span style=\"font-family:Calibri,sans-serif\">A roda de conversa est\u00e1 dispon\u00edvel na \u00edntegra no canal do CRESS-BA (<a href=\"https:\/\/youtube.com\/live\/VxCl4dn9yS0\">acesse aqui<\/a>).<\/span><\/span><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A roda contou com lideran\u00e7as e assistentes sociais<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":6475,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[16],"tags":[],"class_list":["post-4505","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-uncategorized"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/cress-ba.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4505","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/cress-ba.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/cress-ba.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cress-ba.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cress-ba.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=4505"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/cress-ba.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4505\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cress-ba.org.br\/index.php?rest_route=\/"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/cress-ba.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=4505"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/cress-ba.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=4505"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/cress-ba.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=4505"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}