{"id":4587,"date":"2024-11-27T14:00:00","date_gmt":"2024-11-27T14:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:8090\/?p=3242"},"modified":"2024-11-27T14:00:00","modified_gmt":"2024-11-27T14:00:00","slug":"cfess-defende-o-uso-do-nome-social-voce-sabe-do-que-se-trata","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cress-ba.org.br\/?p=4587","title":{"rendered":"CFESS defende o uso do \u2018nome social\u2019. Voc\u00ea sabe do que se trata?"},"content":{"rendered":"<p>A defesa dos direitos de pessoas trans &eacute; uma bandeira hist&oacute;rica do Servi&ccedil;o Social no Brasil. Recentemente, em setembro de 2024, o CFESS e o CRESS-MG promoveram o &ldquo;Semin&aacute;rio Nacional Servi&ccedil;o Social, Feminismos e Diversidade Trans&rdquo; em Belo Horizonte (MG). No evento, os debates tiveram como tema o acesso a direitos pela popula&ccedil;&atilde;o trans e quest&otilde;es relativas ao exerc&iacute;cio profissional de assistentes sociais. Para debater o assunto e reverberar reflex&otilde;es sobre as opress&otilde;es e viol&ecirc;ncias vivenciadas pelas pessoas trans, o CFESS destaca o Dia Internacional da Mem&oacute;ria Transg&ecirc;nero, celebrado em 20 de novembro.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p>Segundo dados do Programa Conjunto das Na&ccedil;&otilde;es Unidas sobre HIV\/Aids (Unaids\/2020). mais de 90% da popula&ccedil;&atilde;o trans j&aacute; sofreu discrimina&ccedil;&atilde;o por conta de sua identidade de g&ecirc;nero e, dentro do universo da pesquisa, 63,9% das pessoas trans declararam ter enfrentado, nos &uacute;ltimos 12 meses, dificuldades moment&acirc;neas ou frequentes para atender &agrave;s suas necessidades b&aacute;sicas de alimenta&ccedil;&atilde;o, moradia ou vestu&aacute;rio. &ldquo;Cabe reconhecermos que a popula&ccedil;&atilde;o trans e travesti vive, em sua maioria, em situa&ccedil;&atilde;o de pobreza e prec&aacute;rias condi&ccedil;&otilde;es de vida, com necessidade de acesso &agrave; aux&iacute;lios, benef&iacute;cios e programas sociais para sobreviv&ecirc;ncia&rdquo;, destaca o conselheiro do CFESS Agnaldo Knevitz.&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O Conjunto CFESS-CRESS compreende que o uso do nome social &eacute; direito: assistentes sociais devem respeitar o nome social de pessoas usu&aacute;rias dos servi&ccedil;os e ter seu uso respeitado nos espa&ccedil;os s&oacute;cio-ocupacionais. &Eacute; importante destacar que travestis e transexuais, por vezes, tamb&eacute;m se autoidentificam como pessoas trans ou transg&ecirc;neros. Existem diversas discuss&otilde;es a respeito das terminologias, que s&atilde;o mais amplas, envolvendo diferentes formas de express&atilde;o\/identidade de g&ecirc;nero. S&atilde;o essas pessoas que utilizam o nome social para informar &agrave; sociedade o nome que as identifica em suas rela&ccedil;&otilde;es pessoais e sociais, adequado &agrave; sua express&atilde;o\/identidade de g&ecirc;nero.&nbsp;&nbsp;<br \/>\n&nbsp;<\/p>\n<p>O direito ao nome social, tendo tratamento de g&ecirc;nero conforme se reconhece, deve ser assegurado e precisa ser respeitado por assistentes sociais e por demais profissionais. O desrespeito ao uso do nome social, bem como utilizar propositalmente o pronome (ela\/ele, dela\/dele) contrariando a identidade e escolha das pessoas, configuram-se como viol&ecirc;ncias ao ferir o direito de livre express&atilde;o da singularidade da exist&ecirc;ncia humana. &ldquo;Lembramos que h&aacute; pessoas n&atilde;o bin&aacute;rias e demais pessoas trans que tamb&eacute;m utilizam pronomes neutros (elu\/delu). Precisamos reconhecer a diversidade humana e respeitar as particularidades da popula&ccedil;&atilde;o trans!&rdquo;, alerta a conselheira do CFESS Emilly Marques.&nbsp;<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n<strong>Afinal, o que &eacute; o nome social?<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<br \/>\n&Eacute; importante entender que o nome social &eacute; um nome diferente do que consta no registro civil da pessoa. O nome social tem uma rela&ccedil;&atilde;o com a express&atilde;o\/identidade de g&ecirc;nero e corresponde &agrave; forma como cada indiv&iacute;duo se reconhece, &eacute; reconhecido, identificado e denominado em sua comunidade e inser&ccedil;&atilde;o social. Em geral, a maioria das pessoas trans usa e tem o direito de fazer uso do nome social coerente com sua constru&ccedil;&atilde;o de identidade, recusando a exposi&ccedil;&atilde;o do nome designado ao nascer, que consta em registro civil. &Eacute; este nome que a pessoa deseja ouvir quando &eacute; abordada e &eacute; este nome que se chama de &ldquo;nome social&rdquo;.&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<br \/>\n<strong>O nome social n&atilde;o &eacute; um apelido!&nbsp;&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Apelido &eacute; uma designa&ccedil;&atilde;o particular para se referir a algu&eacute;m em vez do nome pr&oacute;prio. Nome social &eacute; identidade, refere-se &agrave; autodetermina&ccedil;&atilde;o de g&ecirc;nero. Conforme explicitado pela Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de Travestis e Transexuais (Antra\/2022), &ldquo;o princ&iacute;pio da autodetermina&ccedil;&atilde;o de g&ecirc;nero ser&aacute; usado como termo guarda-chuva para falar sobre o direito humano de uma pessoa trans afirmar-se enquanto sujeito, inclusive independente de regulamenta&ccedil;&atilde;o pelo estado. E quando falarmos em autodeclara&ccedil;&atilde;o, este estar&aacute; diretamente relacionado a quest&otilde;es como a retifica&ccedil;&atilde;o registral ou uso do nome social, direitos que est&atilde;o ligados a algum tipo de reconhecimento legal&rdquo;.&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Esse direito vem sendo amplamente violado ou, por vezes, minimizado ou ridicularizado. Assistentes sociais devem se comprometer com o enfrentamento dos preconceitos, da desinforma&ccedil;&atilde;o e se opor a qualquer situa&ccedil;&atilde;o vexat&oacute;ria que, porventura, exponha a popula&ccedil;&atilde;o atendida. &ldquo;As pessoas usu&aacute;rias dos servi&ccedil;os onde atuam assistentes sociais devem ter o uso do nome social respeitado, assim como assistentes sociais travestis e trans tamb&eacute;m devem ter o direito de utiliz&aacute;-lo em seus locais de trabalho e em todos os espa&ccedil;os em que estiverem&rdquo;, enfatiza a conselheira do CFESS Mirla Cisne.&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Quem define o nome social &eacute; a pessoa trans ou travesti&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<br \/>\nAo se comunicar com uma pessoa trans, &eacute; imprescind&iacute;vel utilizar uma linguagem adequada ao g&ecirc;nero com que ela se identifica. Mesmo que uma pessoa solicite utilizar um nome social entendido como feminino, mas se apresente com vestimentas ou atributos que s&atilde;o culturalmente consideradas masculinas ou vice-versa, o nome social que ela solicitar deve ser assegurado.&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ela pode estar passando pelo momento de transi&ccedil;&atilde;o social de g&ecirc;nero ou at&eacute; mesmo se expressar dessa maneira. N&atilde;o se deve pressupor as caracter&iacute;sticas f&iacute;sicas ou a identidade de g&ecirc;nero de uma pessoa por sua apar&ecirc;ncia, express&atilde;o\/papel de g&ecirc;nero. Ao utilizar algum pronome de tratamento, este deve ser adequado &agrave; forma como a pessoa quer ser tratada.&nbsp; Sempre pergunte: como voc&ecirc; gostaria que te chamasse? Como devo me referir a voc&ecirc;?&nbsp; Respeito e di&aacute;logo s&atilde;o fundamentais.&nbsp;<br \/>\n&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Assistentes Sociais t&ecirc;m direito ao uso de seu nome social nos espa&ccedil;os de trabalho e no Conjunto CFESS-CRESS!&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O Servi&ccedil;o Social foi uma das primeiras categorias profissionais no Brasil a garantir a utiliza&ccedil;&atilde;o do nome social na atua&ccedil;&atilde;o de profissionais travestis e transexuais e, posteriormente, a assegurar o nome social no Documento de Identidade Profissional (DIP), conforme estabelecido na Resolu&ccedil;&atilde;o CFESS n&ordm; 785\/2016.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Assistente sociais devem solicitar, por escrito, a utiliza&ccedil;&atilde;o do nome social no DIP e o indicar&aacute;, no momento da sua inscri&ccedil;&atilde;o no CRESS, ou em outro momento que assim desejar, devendo ser encaminhados os procedimentos para esse atendimento, conforme as normas estabelecidas. Assim, &eacute; garantido a profissionais travestis e transexuais utilizar o nome social no DIP, caso deseje, conforme estabelecido na Resolu&ccedil;&atilde;o CFESS n&ordm; 785\/2016, considerando que toda pessoa tem direito ao tratamento correspondente &agrave; sua identidade de g&ecirc;nero. Originalmente, o nome social vinha descrito no anverso do DIP, junto &agrave; fotografia, deslocando-se o nome civil para o verso do documento.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Contudo, dando continuidade &agrave;s discuss&otilde;es e avan&ccedil;os sobre o tema, a Manifesta&ccedil;&atilde;o Jur&iacute;dica CFESS n&ordm; 51\/2024-V, fundamentada no Tema 761 (Repercuss&atilde;o Geral) do Supremo Tribunal Federal, entre outros argumentos, entendeu pela oportunidade de atualiza&ccedil;&atilde;o da Resolu&ccedil;&atilde;o CFESS n&ordm; 1.014\/2022, para que o DIP preveja apenas o campo &ldquo;nome&rdquo;, sem distin&ccedil;&atilde;o entre &ldquo;nome social&rdquo; e &ldquo;nome civil&rdquo;. Essa mudan&ccedil;a busca assegurar o respeito integral &agrave; express&atilde;o\/identidade de g&ecirc;nero da pessoa, estando ainda em plena conson&acirc;ncia com o C&oacute;digo de &Eacute;tica Profissional (Resolu&ccedil;&atilde;o CFESS n&ordm; 273\/1993), com as decis&otilde;es reiteradas do f&oacute;rum m&aacute;ximo de delibera&ccedil;&atilde;o da profiss&atilde;o (art. 9&ordm; da Lei no 8.662\/1993) e com o hist&oacute;rico de normas expedidas pelo CFESS para afirmar os direitos fundamentais da popula&ccedil;&atilde;o LGBTQIA+\/trans.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Recentemente, no 51&ordm; Encontro Nacional do Conjunto CFESS-CRESS, a categoria aprovou a delibera&ccedil;&atilde;o de garantir a gratuidade da segunda via do DIP para assistentes sociais trans e travestis, considerando o novo layout, no qual o nome social ser&aacute; garantido no campo denominado apenas &quot;nome&quot;, sem que haja necessidade de constar, tamb&eacute;m, o nome civil.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Com essa aprova&ccedil;&atilde;o, assim que a delibera&ccedil;&atilde;o estiver regulamentada por meio de Resolu&ccedil;&atilde;o do CFESS, profissionais que desejarem utilizar exclusivamente o seu nome social no DIP poder&atilde;o comparecer ao CRESS e solicitar a atualiza&ccedil;&atilde;o no cadastro profissional de forma que o nome civil n&atilde;o seja exibido no documento. Seu n&uacute;mero de inscri&ccedil;&atilde;o ser&aacute; mantido, preservando todas as informa&ccedil;&otilde;es de seu hist&oacute;rico, mas ser&aacute; emitido um novo DIP, para que conste exclusivamente o seu nome social, denominado apenas &ldquo;nome&rdquo;. A pessoa respons&aacute;vel no CRESS, de posse da solicita&ccedil;&atilde;o, poder&aacute; realizar a atualiza&ccedil;&atilde;o dessas informa&ccedil;&otilde;es. Essas mudan&ccedil;as ainda est&atilde;o em fase de implementa&ccedil;&atilde;o.&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&ldquo;Um aspecto importante &eacute; que n&atilde;o &eacute; necess&aacute;rio informar o nome civil em crach&aacute;, carimbo ou em assinaturas de documentos, como prontu&aacute;rios e relat&oacute;rios. Nesse caso, devem constar o nome social e o n&uacute;mero de inscri&ccedil;&atilde;o no CRESS&rdquo;, observa a conselheira Emilly Marques.&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ela acrescenta que tamb&eacute;m est&aacute; dispon&iacute;vel o folder &ldquo;Orienta&ccedil;&otilde;es para o atendimento de pessoas trans e travestis no Conjunto CFESS-CRESS&rdquo;, material informativo que oferece subs&iacute;dios para um atendimento nos espa&ccedil;os dos Conselhos de Servi&ccedil;o Social, que reconhe&ccedil;a e respeite a express&atilde;o e identidade de g&ecirc;nero das pessoas trans.&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.cfess.org.br\/arquivos\/CFESS-NomeSocial-Folder30x25cm-Montado.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Acesse aqui o folder<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Supremo Tribunal Federal (STF) j&aacute; decidiu sobre a quest&atilde;o&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<br \/>\nNo dia 17 de outubro de 2024, o STF retomou a discuss&atilde;o sobre o uso de termos inclusivos na Declara&ccedil;&atilde;o de Nascido Vivo (DNV). A discuss&atilde;o no STF teve in&iacute;cio em 2021, ano em que os termos direcionados para se referir a quem passou pelo trabalho de parto eram centrados somente na figura da m&atilde;e. O termo em quest&atilde;o &eacute; &ldquo;parturiente&rdquo;, que pode ser usado para definir quem est&aacute; em trabalho de parto ou quem acabou de parir. Foi a partir da decis&atilde;o feita pelo ministro do STF Gilmar Mendes, que aconteceu a substitui&ccedil;&atilde;o da categoria &ldquo;m&atilde;e&rdquo; pela categoria &ldquo;parturiente&rdquo; nos servi&ccedil;os de sa&uacute;de. Entretanto, em 2024, esta discuss&atilde;o retornou ao STF, incluindo, assim, os termos &ldquo;parturiente e\/ou m&atilde;e&rdquo; e &ldquo;respons&aacute;vel e\/ou pai&rdquo;, sendo o &uacute;ltimo de preenchimento opcional. Assim, entende-se que o uso deste termo nos servi&ccedil;os de sa&uacute;de torna mais inclusivo o acesso da popula&ccedil;&atilde;o trans &agrave;s pol&iacute;ticas de sa&uacute;de, al&eacute;m de reconhecer as diversas configura&ccedil;&otilde;es familiares.&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Al&eacute;m do Decreto Federal n&ordm; 8.727\/2016, que regulamenta o uso do nome social e o reconhecimento da identidade de g&ecirc;nero de pessoas travestis e transexuais na administra&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica federal, merece destaque tamb&eacute;m a Instru&ccedil;&atilde;o Normativa Conjunta MGI\/MDHC n&ordm; 54\/2024, que estabelece diretrizes para o uso do nome social e o reconhecimento da identidade de g&ecirc;nero de pessoas travestis, transexuais ou transg&ecirc;neras nos concursos p&uacute;blicos para provimento de cargos p&uacute;blicos e nos processos seletivos simplificados para a contrata&ccedil;&atilde;o por tempo determinado de que trata a Lei n&ordm; 8.745\/1993, no &acirc;mbito da administra&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica federal direta, aut&aacute;rquica e fundacional. &nbsp;<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nAl&eacute;m da decis&atilde;o do STF, a recente atualiza&ccedil;&atilde;o de alguns itens espec&iacute;ficos do Cadastro &Uacute;nico, de acordo com o Informe n&ordm; 56\/2024 do Minist&eacute;rio do Desenvolvimento e Assist&ecirc;ncia Social, Fam&iacute;lia e Combate &agrave; Fome (MDS), pode ser considerada um avan&ccedil;o, no sentido do reconhecimento do uso do nome social e de enfrentamento da transfobia, ao alterar alguns campos do formul&aacute;rio, visando a aperfei&ccedil;oar a coleta de dados e promover a inclus&atilde;o social, como retirada dos termos &ldquo;m&atilde;e&rdquo; e &ldquo;pai&rdquo;, para &ldquo;filia&ccedil;&atilde;o 1&rdquo; e &ldquo;filia&ccedil;&atilde;o 2&rdquo;, retirada do termo &ldquo;Apelido\/Nome Social&rdquo; para &ldquo;Nome Social&rdquo;, inclus&atilde;o dos campos &ldquo;Deseja informar g&ecirc;nero?&rdquo;, &ldquo;(Nome) &eacute; uma pessoa trans ou travesti?&rdquo; e &ldquo;Qual &eacute; o g&ecirc;nero\/identidade de g&ecirc;nero(Nome)?.&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Respeitar e utilizar o nome social &eacute; um direito humano!&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&Eacute; um direito humano de travestis e transexuais o reconhecimento pelo nome e pronome que se identificam e atribuem &agrave; sua express&atilde;o\/identidade de g&ecirc;nero. Desde junho de 2019, o Supremo Tribunal Federal (STF) tamb&eacute;m determinou que a discrimina&ccedil;&atilde;o por orienta&ccedil;&atilde;o sexual e identidade de g&ecirc;nero passasse a ser crime. A realidade, contudo, ainda &eacute; extremamente violenta. De acordo com dados da ONG Transgender Europe (TGEU), o Brasil &eacute; o pa&iacute;s do mundo que mais mata pessoas trans, (travestis, transexuais, transg&ecirc;neros), informa&ccedil;&atilde;o refor&ccedil;ada pela Antra. A associa&ccedil;&atilde;o divulgou que o Brasil segue como o pa&iacute;s que mais assassinou pessoas trans pelo 15&ordm; ano consecutivo, com um aumento de mais de 10%. Al&eacute;m do exterm&iacute;nio f&iacute;sico, h&aacute; tamb&eacute;m a morte social, que perpassa frequentemente a invisibilidade e viola&ccedil;&atilde;o de direitos, sendo outra maneira de negar a exist&ecirc;ncia. &nbsp;<br \/>\n&nbsp;<\/p>\n<p>&ldquo;Nesse contexto, ao utilizarmos o nome social, estamos respeitando a identidade e a exist&ecirc;ncia da pessoa, o que &eacute; fundamental para vincula&ccedil;&atilde;o aos servi&ccedil;os e possibilidades de garantias de outros direitos&rdquo;, completa Agnaldo Knevitz, conselheiro do CFESS.&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<br \/>\n<a href=\"http:\/\/https\/\/feminismosdiversidadetrans.cfess.org.br\/pagina\/view\/4\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Clique e acesse aqui o mural com diversos materiais, dicas de filmes, poesias, m&uacute;sicas e leituras sobre a tem&aacute;tica da diversidade trans<\/a>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/drive.google.com\/drive\/folders\/1pUstggM6C7_8Pku7TbBEbxUoFEBq7-nB?usp=sharing\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Acesse as fotos do Semin&aacute;rio Nacional<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Conselho Federal de Servi&ccedil;o Social &#8211; CFESS<\/p>\n<p>Gest&atilde;o&nbsp;<em>Que nossas vozes ecoem vida-liberdade<\/em>&nbsp;&#8211; 2023\/2026<\/p>\n<p>Comunica&ccedil;&atilde;o\/CFESS<\/p>\n<p>comunicacao@cfess.org.br&nbsp; &nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Bandeira de luta do Servi\u00e7o Social, direito \u00e9 garantido \u00e0 categoria profissional<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":6640,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[16],"tags":[],"class_list":["post-4587","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-uncategorized"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/cress-ba.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4587","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/cress-ba.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/cress-ba.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cress-ba.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cress-ba.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=4587"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/cress-ba.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4587\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cress-ba.org.br\/index.php?rest_route=\/"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/cress-ba.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=4587"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/cress-ba.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=4587"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/cress-ba.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=4587"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}