{"id":4645,"date":"2025-04-19T16:00:00","date_gmt":"2025-04-19T16:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:8090\/?p=3374"},"modified":"2025-04-19T16:00:00","modified_gmt":"2025-04-19T16:00:00","slug":"dia-nacional-de-luta-dos-povos-indigenas-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cress-ba.org.br\/?p=4645","title":{"rendered":"Dia Nacional de Luta dos Povos Ind\u00edgenas"},"content":{"rendered":"<p>O m&ecirc;s de abril traz uma data importante, o Dia Nacional dos Povos Ind&iacute;genas (19), e o Servi&ccedil;o Social brasileiro defende a articula&ccedil;&atilde;o e mobiliza&ccedil;&atilde;o pelos direitos dos povos origin&aacute;rios. &nbsp;<\/p>\n<p>Compondo estes povos, tamb&eacute;m est&atilde;o assistentes sociais. Para somar &agrave;s lutas desses povos, o CFESS participou do Acampamento Terra Livre em Bras&iacute;lia (DF), de 7 a 11 de abril, representado pela conselheira Iara Fraga e pelas assistentes sociais ind&iacute;genas Eliz&acirc;ngela Pankararu, Tatiana Guarani Kaiow&aacute; e Raquel Patax&oacute;, que integram a Articula&ccedil;&atilde;o Brasileira Servi&ccedil;o Social e Povos Ind&iacute;genas. Este &eacute; o maior encontro de mobiliza&ccedil;&atilde;o ind&iacute;gena do pa&iacute;s. &nbsp;<\/p>\n<p>Cerca de 8 mil ind&iacute;genas, de v&aacute;rias etnias, participaram do encontro, segundo a Articula&ccedil;&atilde;o dos Povos Ind&iacute;genas do Brasil (Apib). &nbsp;Vale ressaltar que h&aacute; assistentes sociais atuando e lutando para garantir os direitos e a prote&ccedil;&atilde;o do povo ind&iacute;gena em diferentes regi&otilde;es do Brasil.&nbsp;<\/p>\n<p>Segundo Tatiana Guarani, o fortalecimento da pol&iacute;tica de assist&ecirc;ncia social passa pela an&aacute;lise e aten&ccedil;&atilde;o &agrave;s especificidades dos povos ind&iacute;genas, que tamb&eacute;m s&atilde;o pessoas usu&aacute;rias dos servi&ccedil;os sociais e demandam pol&iacute;ticas espec&iacute;ficas de acordo com suas necessidades, tradi&ccedil;&otilde;es e culturas. &nbsp;<\/p>\n<p>O que se viu, no entanto, foi o encerramento da mobiliza&ccedil;&atilde;o sem a participa&ccedil;&atilde;o do governo federal nem a demarca&ccedil;&atilde;o de terras, al&eacute;m de viol&ecirc;ncia policial na marcha realizada no &uacute;ltimo dia de atividades. A conselheira do CFESS Iara Fraga enfatizou a import&acirc;ncia da presen&ccedil;a de assistentes sociais no acampamento. &nbsp;<\/p>\n<p>&ldquo;Ainda que n&atilde;o seja no tempo e no ritmo que almejamos, encontrar assistentes sociais, inclusive profissionais ind&iacute;genas, confirma para a gente a necessidade de fortalecermos a forma&ccedil;&atilde;o antirracista no Servi&ccedil;o Social, bem como o trabalho de cada profissional que atua nesse campo. Sabemos que a hist&oacute;ria de genoc&iacute;dio do povo ind&iacute;gena se repetiu algumas vezes nesse pa&iacute;s e que ainda existem grandes abismos no acesso dos povos origin&aacute;rios aos direitos sociais&rdquo;, refor&ccedil;a Iara.&nbsp;<\/p>\n<p>A conselheira destaca uma das a&ccedil;&otilde;es da campanha de gest&atilde;o CFESS-CRESS 2023-2026 &ldquo;Sou assistente social, nossas bandeiras pulsam liberdade&rdquo;, que denuncia a quest&atilde;o. O cartaz &ldquo;A gente n&atilde;o se cala diante do genoc&iacute;dio&rdquo; aponta que a categoria tem o compromisso &eacute;tico com a defesa dos povos origin&aacute;rios e tradicionais. &ldquo;Nossa profiss&atilde;o &eacute; composta e atende pessoas de comunidades ind&iacute;genas, quilombolas, ciganas e muitas outras, que est&atilde;o em florestas, campos, cidades. Comunidades que, ao longo dos s&eacute;culos, v&ecirc;m sendo alijadas de direitos sociais, marginalizadas, expulsas de seus territ&oacute;rios, mas que seguem resistindo. Nosso trabalho no Servi&ccedil;o Social deve contribuir para essa resist&ecirc;ncia, respeitando e preservando essa hist&oacute;ria&#8230; salvando vidas!&quot;, diz trecho da pe&ccedil;a. &nbsp;<\/p>\n<p>Para Eliz&acirc;ngela Pankararu, o Servi&ccedil;o Social, como profiss&atilde;o comprometida com os diretos humanos, com as lutas pela supera&ccedil;&atilde;o das desigualdades, faz-se primordial nesse espa&ccedil;o, atuando a partir de profissionais ind&iacute;genas e n&atilde;o ind&iacute;genas com envolvimento diretamente na programa&ccedil;&atilde;o, com falas em mesas e rodas de conversa. &nbsp;<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n&ldquo;Nossa participa&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m se deu com escutas qualificadas das situa&ccedil;&otilde;es de viola&ccedil;&otilde;es vividas pelos povos ind&iacute;genas no Brasil, o que possibilita uma vis&atilde;o panor&acirc;mica da atua&ccedil;&atilde;o do movimento e os temas primordiais das bandeiras de luta, assim como o entendimento de recortes regionais que demandam planejamento estrat&eacute;gicos nas respostas por meio de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas &agrave; realidade dos povos&rdquo;, completa a assistente social.&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Nome &eacute;tnico no registro civil<\/strong><\/p>\n<p>Um avan&ccedil;o importante para os povos ind&iacute;genas foi a recente resolu&ccedil;&atilde;o conjunta do Conselho Nacional de Justi&ccedil;a (CNJ) e do Conselho Nacional do Minist&eacute;rio P&uacute;blico (CNMP), de n&uacute;mero 12\/2024, que trata do registro civil do nome &eacute;tnico. &nbsp;<\/p>\n<p>Iara Fraga destaca que ela significa uma conquista tanto em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; possibilidade do registro de nascimento, como da altera&ccedil;&atilde;o posterior do prenome e do sobrenome da pessoa ind&iacute;gena, que podem, em regra, ser feitos diretamente no cart&oacute;rio. &nbsp;<\/p>\n<p>&quot;No Servi&ccedil;o Social, est&aacute; dispon&iacute;vel a Resolu&ccedil;&atilde;o CFESS n&ordm; 1.014\/ 2022, em cujo art. 40 est&aacute; prevista a possibilidade dessa altera&ccedil;&atilde;o, bastando entrar em contato com o CRESS em que a pessoa est&aacute; inscrita para solicitar a modifica&ccedil;&atilde;o&rdquo;, explica a conselheira do CFESS. &nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Data de publica\u00e7\u00e3o: 19 de abril de 2025 Fotos: Arte: Karlla Braga, est\u00e1gi\u00e1ria sob supervis\u00e3o Cr\u00e9ditos: Larissa Dias, estagi\u00e1ria sob supervis\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":6773,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[16],"tags":[],"class_list":["post-4645","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-uncategorized"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/cress-ba.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4645","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/cress-ba.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/cress-ba.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cress-ba.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cress-ba.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=4645"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/cress-ba.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4645\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cress-ba.org.br\/index.php?rest_route=\/"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/cress-ba.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=4645"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/cress-ba.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=4645"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/cress-ba.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=4645"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}