{"id":740,"date":"2020-01-16T18:48:34","date_gmt":"2020-01-16T18:48:34","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:8090\/?p=740"},"modified":"2020-01-16T18:48:34","modified_gmt":"2020-01-16T18:48:34","slug":"vandalismo-ocorreu-dentro-congresso-nacional","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cress-ba.org.br\/?p=740","title":{"rendered":"Vandalismo ocorreu dentro Congresso Nacional!"},"content":{"rendered":"<h2>&nbsp;<\/h2>\n<p>Em Bras&iacute;lia, cerca de 30 mil manifestantes, inclusive assistentes sociais, sofreram repress&atilde;o da pol&iacute;cia, enquanto o Senado se preparava para aprovar em 1&ordm; turno a &#39;PEC do Fim do Mundo&#39;<\/p>\n<p>*Publicado em 02\/12\/2016<\/p>\n<p>A mobiliza&ccedil;&atilde;o (Ocupa Bras&iacute;lia) da &uacute;ltima ter&ccedil;a-feira (29\/11), organizada por diversos movimentos populares, movimento estudantil e centrais sindicais, tinha como principal foco o protesto contra a Proposta de Emenda Constitucional 55\/2016, a &ldquo;PEC do Fim do Mundo&rdquo;, que congelar&aacute; os investimentos sociais por 20 anos.&nbsp; A ideia era pressionar parlamentares para que votassem contra a Proposta.&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Cerca de 30 mil pessoas participavam da manifesta&ccedil;&atilde;o na Esplanada dos Minist&eacute;rios, em Bras&iacute;lia (DF), uma das maiores desde 2013.&nbsp;A juventude era destaque do ato, com&nbsp;estudantes secundaristas e de universidades de todo o Brasil, juntamente com trabalhadores e trabalhadoras de todas as &aacute;reas, inclusive do Servi&ccedil;o Social. &nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Entretanto, em um pa&iacute;s onde o governo &eacute; ileg&iacute;timo, a resposta do Estado a esse tipo de mobiliza&ccedil;&atilde;o &eacute; antidemocr&aacute;tica e repressora: a pol&iacute;cia militar e o batalh&atilde;o de choque, num ataque desproporcional e covarde, resolveram afastar e expulsar toda a manifesta&ccedil;&atilde;o da Esplanada, impedindo que as pessoas pudessem acompanhar a vota&ccedil;&atilde;o dentro do Congresso Nacional. A PM ainda tentou justificar os ataques como uma resposta a atos de vandalismo, mas, obviamente, o que se viu foi uma repress&atilde;o similar a dos tempos da ditadura.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Vandalismo mesmo ocorria dentro do Congresso, de onde parlamentares assistiam pelos vidros, em caf&eacute;s e coquet&eacute;is, o povo brasileiro sendo massacrado pela pol&iacute;cia. Mais tarde, o mesmo grupo de parlamentares cometeria outro ato de vandalismo, aprovando em 1&ordm; turno a PEC que atinge diretamente os direitos sociais.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&ldquo;Covardia e desrespeito ao nosso direito de manifesta&ccedil;&atilde;o e de participa&ccedil;&atilde;o no debate p&uacute;blico de um tema que afetar&aacute; profundamente a popula&ccedil;&atilde;o!&rdquo;, disse a conselheira do CFESS, Josiane Soares, durante a manifesta&ccedil;&atilde;o. Al&eacute;m dela, pelo CFESS, participaram Alessandra Ribeiro, Daniela Castilho, Erl&ecirc;nia Sobral e Sandra Teixeira.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Josiane lembrou tamb&eacute;m que o Congresso Nacional, que seria a casa do povo, n&atilde;o permitiu a entrada do p&uacute;blico. &ldquo;&Eacute; um absurdo o que este governo ileg&iacute;timo est&aacute; fazendo. Mas o Servi&ccedil;o Social est&aacute; nas ruas, junto com as demais categorias da classe trabalhadora.&nbsp;Nada a temer!&rdquo;, refor&ccedil;ando o tema da campanha do Conjunto CFESS-CRESS contra a regress&atilde;o de direitos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Manifestantes foram sufocados\/as pelas dezenas de bombas de g&aacute;s lacrimog&ecirc;nio lan&ccedil;adas pela PM, que tamb&eacute;m espancou e prendeu estudantes. A organiza&ccedil;&atilde;o pedia &agrave; PM para cessar os ataques contra as pessoas, mas a resposta era a de mais bombas e mais viol&ecirc;ncia.&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A professora da UERJ, Elaine Behring, que estava na manifesta&ccedil;&atilde;o, resumiu o ocorrido: &ldquo;A manifesta&ccedil;&atilde;o iniciou pac&iacute;fica, cheia de energia de luta contra o vandalismo que essa medida representa para o povo brasileiro. Mas esse governo golpista n&atilde;o tem escuta. Esse Senado n&atilde;o tem escuta. Desencadeou uma repress&atilde;o violenta sobre a manifesta&ccedil;&atilde;o. O governo Temer &eacute; o vandalismo e a calamidade nacional. N&atilde;o aceita a diverg&ecirc;ncia, porque feriu profundamente a democracia. Nada justifica a verdadeira expuls&atilde;o que vivemos hoje, a chuva de bombas de g&aacute;s destinada a nos dispersar com viol&ecirc;ncia, a cavalaria e os rasantes do helic&oacute;ptero da PM&rdquo;.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Relato similar ao da assistente social e professora da UnB, L&iacute;via Barbosa. &ldquo;A manifesta&ccedil;&atilde;o foi majoritariamente pac&iacute;fica, com pessoas de todas as idades e regi&otilde;es e um destaque importante da presen&ccedil;a da juventude. Colegas e estudantes de Servi&ccedil;o Social do Brasil todo, de v&aacute;rias universidades e institui&ccedil;&otilde;es. A manifesta&ccedil;&atilde;o seguia pac&iacute;fica at&eacute; que houve um conflito pontual e uma resposta desproporcional da pol&iacute;cia em um local de grande evid&ecirc;ncia: todos puderam ver o que aconteceu. A trucul&ecirc;ncia e brutalidade da pol&iacute;cia persistiram e marcaram esse momento. Foi revoltante, um grande desrespeito &agrave; livre manifesta&ccedil;&atilde;o popular&rdquo;, contou.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A professora ainda completou: &ldquo;o povo compareceu massivamente para lutar contra a PEC 55. &Eacute; uma proposta humilhante, que prev&ecirc; o congelamento por 20 anos dos recursos para as chamadas despesas prim&aacute;rias, como sa&uacute;de, educa&ccedil;&atilde;o e assist&ecirc;ncia, mas que n&atilde;o prev&ecirc; nenhum limite para os gastos com a d&iacute;vida p&uacute;blica e com as pol&iacute;ticas econ&ocirc;micas do Banco Central que visam a lucratividade dos bancos e investidores internacionais. A PEC &eacute; um completo descaso com o povo brasileiro e com o atendimento &agrave;s necessidades humanas em favor do capital&rdquo;.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A estudante de Servi&ccedil;o Social da UnB, P&acirc;mela Leal, que est&aacute; participando do movimento Ocupa UnB, ficou estarrecida com o que aconteceu na Esplanada dos Minist&eacute;rios. &ldquo;A capital federal recebeu uma manifesta&ccedil;&atilde;o nacional disposta a lutar contra desmontes que afetar&atilde;o a vida da popula&ccedil;&atilde;o por tempo indeterminado, tendo em vista que os desmontes como os propostos pela PEC 55 n&atilde;o ser&atilde;o revertidos em menos de quarenta anos. E fomos recebidas a pauladas e repress&atilde;o descabida!&rdquo;, denunciou. N&atilde;o s&oacute; ela, mas outras centenas de pessoas foram atingidas pelos gases lan&ccedil;ados pela PM.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Obviamente, a m&iacute;dia tradicional se ocupou em dar visibilidade para os casos isolados de manifestantes que revidaram com depreda&ccedil;&atilde;o os ataques da PM. Esta se aproveitou para dissipar toda a manifesta&ccedil;&atilde;o.&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Para a imprensa, carros depredados s&atilde;o mais importantes que estudantes massacrados e violentados, ou que a popula&ccedil;&atilde;o usurpada em seu direito.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>E a &ldquo;PEC do Fim do Mundo&rdquo; acabou sendo aprovada tranquilamente pelo Senado, que votar&aacute; em dezembro a mat&eacute;ria em segundo turno.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Entretanto, os movimentos populares prometem mais luta. E o Servi&ccedil;o Social estar&aacute; presente!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Sobre a PEC 55 (antiga 241): o corte n&atilde;o &eacute; de &ldquo;gastos&rdquo;, mas de investimentos<\/p>\n<p>Se voc&ecirc; ainda n&atilde;o se convenceu que a PEC e outras medidas temer&aacute;rias do governo Temer s&atilde;o uma afronta aos direitos da classe trabalhadora e atingem, inclusive, as condi&ccedil;&otilde;es de trabalho da categoria, &eacute; fundamental se informar por outros meios de comunica&ccedil;&atilde;o, para al&eacute;m da m&iacute;dia tradicional. N&atilde;o &agrave; toa, o CFESS defende a democratiza&ccedil;&atilde;o da m&iacute;dia, para acabar com as oligarquias dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o no Brasil.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Nos blogs da&nbsp;<a href=\"https:\/\/blogdaboitempo.com.br\/dossies-tematicos\/nao-a-pec-241\/\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">Boitempo<\/a>&nbsp;e do&nbsp;<a href=\"http:\/\/marxismo21.org\/a-pec-241-e-o-desmonte-do-brasil\/\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">Marxismo 21<\/a>&nbsp;est&atilde;o dispon&iacute;veis dossi&ecirc;s que apontam os retrocessos da PEC 55 (antiga 241), rebatendo argumentos falaciosos usados para justificar as medidas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Num texto de Laura Carvalho, por exemplo, professora do Departamento de Economia da FEA-USP com doutorado na New School for Social Research (NYC), ela explica que a PEC atingir&aacute; a popula&ccedil;&atilde;o mais pobre.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&ldquo;(A PEC) n&atilde;o s&oacute; comprime despesas essenciais e diminui a provis&atilde;o de servi&ccedil;os p&uacute;blicos, como inclui san&ccedil;&otilde;es em caso de descumprimento que seriam pagas por todos os assalariados. Se o governo gastar mais que o teto, fica impedido de elevar suas despesas obrigat&oacute;rias al&eacute;m da infla&ccedil;&atilde;o. Como boa parte das despesas obrigat&oacute;rias &eacute; indexada ao sal&aacute;rio m&iacute;nimo, a regra atropelaria a lei de reajuste do sal&aacute;rio m&iacute;nimo impedindo sua valoriza&ccedil;&atilde;o real &mdash; mesmo se a economia estiver crescendo. O sistema pol&iacute;tico tende a privilegiar os que mais t&ecirc;m poder. Reajusta sal&aacute;rios de magistrados no meio da recess&atilde;o, mas corta programas sociais e investimentos. Se nem quando a economia crescer, h&aacute; algum al&iacute;vio nessa disputa (pois o bolo continua igual), &eacute; dif&iacute;cil imaginar que os mais vulner&aacute;veis fiquem com a fatia maior&rdquo;, diz trecho.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Outro texto, de Guilherme Boulos, dirigente do MTST, refuta o argumento de que &eacute; preciso conter a d&iacute;vida p&uacute;blica. &ldquo;O argumento utilizado por Temer &ndash; repetido &agrave; exaust&atilde;o na m&iacute;dia por gente como Miriam Leit&atilde;o, Carlos Alberto Sardenberg e outros do mesmo clube &ndash; &eacute; que &eacute; preciso conter a d&iacute;vida p&uacute;blica, tratada como o grande problema nacional. A propor&ccedil;&atilde;o da d&iacute;vida em rela&ccedil;&atilde;o ao PIB, crescente no Brasil desde 2014, &eacute; hoje de 66,2%. Nos Estados Unidos, esta propor&ccedil;&atilde;o &eacute; de 104%, na Uni&atilde;o Europ&eacute;ia de 90% e, mesmo na austera Alemanha alcan&ccedil;a 71%, acima da brasileira. Nenhum desses pa&iacute;ses e regi&otilde;es resolveu congelar investimentos por 20 anos. N&atilde;o h&aacute; not&iacute;cia no mundo de uma medida draconiana desta natureza, ainda menos como cl&aacute;usula constitucional&rdquo;, diz trecho do texto.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;&ldquo;&Eacute; importante que a categoria se mobilize contra a PEC. Afinal, o congelamento de investimentos vai atingir as pol&iacute;ticas sociais, onde majoritariamente trabalha a maior parte das assistentes sociais&rdquo;, destacou a conselheira do CFESS, Daniela Castilho.&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/blogdaboitempo.com.br\/dossies-tematicos\/nao-a-pec-241\/\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">Veja o dossi&ecirc; da Boitempo sobre a PEC 55<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/marxismo21.org\/a-pec-241-e-o-desmonte-do-brasil\/\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\">Confira tamb&eacute;m o dossi&ecirc; do blog Marxismo 21<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.cfess.org.br\/visualizar\/noticia\/cod\/1323\" rel=\"noopener\" target=\"_blank\"><u>Fonte: Site CFESS &#8211; acesse e confira a cobertura fotogr&aacute;fica completa.<\/u><\/a><\/p>\n<p><u>Imagem: Rafael Werkema &#8211; CFESS<\/u><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Vandalismo ocorreu dentro Congresso Nacional!<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":4197,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[16],"tags":[],"class_list":["post-740","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-uncategorized"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/cress-ba.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/740","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/cress-ba.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/cress-ba.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cress-ba.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cress-ba.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=740"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/cress-ba.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/740\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cress-ba.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4197"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/cress-ba.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=740"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/cress-ba.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=740"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/cress-ba.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=740"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}