{"id":904,"date":"2020-01-16T18:48:34","date_gmt":"2020-01-16T18:48:34","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:8090\/?p=904"},"modified":"2020-01-16T18:48:34","modified_gmt":"2020-01-16T18:48:34","slug":"na-luta-de-classes-nao-ha-empate-debates-sobre-conjuntura-e-atuacao-das-os-assistentes-sociais-marcam-o-15-de-maio-em-salvador","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cress-ba.org.br\/?p=904","title":{"rendered":"Na luta de classes n\u00e3o h\u00e1 empate! Debates sobre conjuntura e atua\u00e7\u00e3o das\/os assistentes sociais marcam o 15 de maio em Salvador"},"content":{"rendered":"<p>*Publicado em 23\/05\/2017<\/p>\n<p>Assistentes Sociais em todo o Brasil comemoram o dia 15 de maio, a data &eacute; um marco da trajet&oacute;ria da profiss&atilde;o no pa&iacute;s.&nbsp; Ao longo desses mais de 80 anos de profiss&atilde;o, a categoria passou por profundas transforma&ccedil;&otilde;es e tem hoje, um referencial demarcado pela luta e posicionamento em defesa dos direitos da classe trabalhadora, pelas pol&iacute;ticas p&uacute;blicas, democracia e contra o machismo, LGBTfobia e o racismo. Esse perfil profissional est&aacute; explicitado pela atua&ccedil;&atilde;o do Conjunto CFESS-CRESS que a cada ano lan&ccedil;a junto &agrave;s comemora&ccedil;&otilde;es do dia da\/o Assistente Social, uma campanha nacional que aglutina as inquieta&ccedil;&otilde;es, posicionamentos e disputa de consci&ecirc;ncia junto &agrave; sociedade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Este ano, &ldquo;Na luta de classes n&atilde;o h&aacute; empate! Profissional em defesa das liberdades democr&aacute;ticas e dos direitos sociais&rdquo; trouxe para a ordem do dia da categoria a necessidade de debate sobre a conjuntura pol&iacute;tica do pa&iacute;s e atua&ccedil;&atilde;o da\/o profissional de servi&ccedil;o social. Na Bahia, o Conselho Regional de Servi&ccedil;o Social &ndash; 5&ordf; Regi&atilde;o (CRESS-BA) organizou atividades em mais de 20 cidades e realizou no &uacute;ltimo dia 15 de maio, segunda, uma atividade em Salvador que reuniu movimentos sociais, palestras, discuss&otilde;es e um sarau de poesias. Ainda nesta atividade, que aconteceu no Hotel Portobello, houve a cerim&ocirc;nia de posse da nova gest&atilde;o, eleita democraticamente, Quebrando pedras e plantando flores (2017-2020).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>15 de maio em Salvador<\/p>\n<p>As atividades comemorativas ao&nbsp;15 de maio&nbsp;iniciaram ainda pela manh&atilde;, em Ondina-Salvador, com uma mesa de abertura composta por Adriana Nascimento e Heleni &Agrave;vila (Gest&atilde;o Quem vem com tudo n&atilde;o cansa &ndash; 2014-2017), Vanderlino Carvalho e Ana Cristina Lima (trabalhador\/ra do CRESS-BA), Carol Ramos (UCSAL). O momento inicial foi de sauda&ccedil;&otilde;es pelo dia, apresenta&ccedil;&atilde;o da campanha nacional e reafirma&ccedil;&atilde;o da trajet&oacute;ria da profiss&atilde;o. Em sua fala, Carol Ramos destacou a import&acirc;ncia de assistentes sociais estarem juntas\/os no dia 15 de maio para trocas e debates.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A fala de abertura foi sucedida pela mesa redonda &ldquo;Na luta de classes n&atilde;o h&aacute; empate: o lugar dos movimentos sociais na atual conjuntura&rdquo;. Composta por Marcos Rezende (CEN), Gustavo Coutinho (Mov. LGBT; OAB-BA), T&acirc;nia Palma (Mov. Por Moradia), Lucia Pereira (Mov. Popula&ccedil;&atilde;o de Rua), Djacira Maria de Oliveira (MST-BA), a mesa contou com a presen&ccedil;a ainda de Vilma Reis (Ouvidoria Geral da Defensoria P&uacute;blica do Estado da Bahia).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>As falas das representa&ccedil;&otilde;es dos Movimentos Sociais foram no sentido de resgatar os principais avan&ccedil;os ocorridos nos &uacute;ltimos 15 anos, per&iacute;odo de governo Lula-Dilma. Para Vilma Reis, muitos desses avan&ccedil;os se d&atilde;o por conta da procura das classes populares por direitos e servi&ccedil;os. O resgate, entretanto, foi feito juntamente com reflex&otilde;es fundamentais sobre a situa&ccedil;&atilde;o de desigualdade social vivida no Brasil que associada &agrave; estrutura patriarcal e a divis&atilde;o racial do pa&iacute;s ainda designa os &iacute;ndices mais alarmantes de viola&ccedil;&atilde;o de direitos &agrave;s mulheres, mulheres negras, juventude negra e comunidade LGBT.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em sua fala T&acirc;nia Palma (Mov. Por Moradia), afirmou a necessidade de politiza&ccedil;&atilde;o da discuss&atilde;o sobre a pobreza. Para ela &eacute; necess&aacute;rio conhecer a hist&oacute;ria da forma&ccedil;&atilde;o da sociedade brasileira e d&iacute;vida hist&oacute;rica dessa sociedade com a popula&ccedil;&atilde;o ind&iacute;gena e negra, por exemplo. Sua fala tamb&eacute;m fez rela&ccedil;&atilde;o com a atua&ccedil;&atilde;o das\/os assistentes sociais, refletindo sobre a import&acirc;ncia dessa consci&ecirc;ncia para avan&ccedil;ar na rela&ccedil;&atilde;o com as categorias usu&aacute;rias dos diversos servi&ccedil;os onde atuam as\/os profissionais de Servi&ccedil;o Social, para ela &eacute; preciso apartar o exerc&iacute;cio profissional do assistencialismo e que a atua&ccedil;&atilde;o deve ser a partir de uma pedagogia revolucion&aacute;ria. Sobre isso, Lucia Pereira (Mov. Popula&ccedil;&atilde;o de Rua) apontou as dificuldades que a popula&ccedil;&atilde;o de rua tem no acesso &agrave;s pol&iacute;ticas e afirmou a import&acirc;ncia de articula&ccedil;&atilde;o entre os movimentos sociais para superar a conjuntura que est&aacute; posta.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Djacira de Oliveira (MST-BA), em sua fala afirmou que &ldquo;&eacute; atrav&eacute;s dos movimentos sociais que podemos ampliar a participa&ccedil;&atilde;o social&rdquo;. As falas da mesa dos movimentos sociais foram categ&oacute;rica ao afirmar a necessidade de constru&ccedil;&atilde;o de mobiliza&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o para barrar as reformas trabalhistas e da previd&ecirc;ncia. A compreens&atilde;o &eacute; de que o governo ileg&iacute;timo de Michel Temer tem uma rela&ccedil;&atilde;o explicita com os interesses da burguesia interna e internacional e que suas reformas aprofundar&atilde;o a desigualdade e a precariza&ccedil;&atilde;o do trabalho no Brasil.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O segundo momento da atividade comemorativa foi a confer&ecirc;ncia &ldquo;Na luta de classes n&atilde;o h&aacute; empate! Profissional em defesa das liberdades democr&aacute;ticas e dos direitos sociais&rdquo;, com Eblin Farage (UFF). Em sua fala, a professora e sindicalista, pontuou que as reformas colocadas pelo atual governo seguem o fluxo da reorganiza&ccedil;&atilde;o do capital e que a democracia burguesa tem como caracter&iacute;sticas essa fragilidade dos direitos dos movimentos sociais e organiza&ccedil;&otilde;es trabalhistas. Colocou ainda que a reforma da previd&ecirc;ncia n&atilde;o pode ser entendida em separado da reforma trabalhista e da terceiriza&ccedil;&atilde;o e que estas apresentam um cen&aacute;rio de fragiliza&ccedil;&atilde;o do trabalho em larga escala.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Eblin Farage apontou em sua fala que o Servi&ccedil;o Social tem como tarefa na atual conjuntura se reconhecer enquanto classe trabalhadora, primeiro para compreender que a categoria est&aacute; submetida aos mesmos processos de precariza&ccedil;&atilde;o, mas tamb&eacute;m para que esta se insira nos espa&ccedil;os das organiza&ccedil;&otilde;es da classe em que atua. Sua fala foi um chamado ao estudo sobre as condi&ccedil;&otilde;es de recrudescimento que se apresentam, mas tamb&eacute;m foi uma convocat&oacute;ria para atua&ccedil;&atilde;o e mobiliza&ccedil;&atilde;o coletiva. Para Eblin, &ldquo;a emancipa&ccedil;&atilde;o humana s&oacute; &eacute; poss&iacute;vel fora da ordem burguesa&rdquo;.<\/p>\n<p>A mesa e a confer&ecirc;ncia foram seguidos de debate feito a partir de uma plen&aacute;ria composta por assistentes sociais e estudantes de Servi&ccedil;o Social, al&eacute;m de profissionais de outras categorias, como psic&oacute;logas\/os que em seus locais de fala contribu&iacute;ram com as reflex&otilde;es e debates propostos nos dois momentos supracitados. Ainda como parte da programa&ccedil;&atilde;o, &agrave; noite, aconteceu a apresenta&ccedil;&atilde;o cultural feita pelo Sarau da On&ccedil;a coletivo po&eacute;tico do bairro de Sussuarana. Em cena, as contradi&ccedil;&otilde;es do racismo no cotidiano da popula&ccedil;&atilde;o negra em Salvador.<\/p>\n<p>Quebrando pedras e plantando flores: empossada a nova gest&atilde;o do CRESS-BA (2017-2020)<\/p>\n<p>Como parte das determina&ccedil;&otilde;es do c&oacute;digo eleitoral, o 15 de maio ap&oacute;s a realiza&ccedil;&atilde;o das elei&ccedil;&otilde;es &eacute; tamb&eacute;m dia de cerim&ocirc;nia de posse para as novas gest&otilde;es. A cerim&ocirc;nia aconteceu ap&oacute;s a presta&ccedil;&atilde;o de contas da gest&atilde;o Quem vem com tudo n&atilde;o cansa (2014-2017) feita por Heleni &Agrave;vila e Adriana Nascimento.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Quebrando pedras e plantando flores assumiu a gest&atilde;o do CRESS-BA, ap&oacute;s ser eleita democraticamente em um processo eleitoral que reuniu 3 chapas em disputa e que mobilizou assistentes sociais em todo o estado da Bahia. Dilma Franclin, presidenta eleita, em seu discurso de posse fez um balan&ccedil;o sobre a conjuntura pol&iacute;tica do pa&iacute;s e pontuou &ldquo;O Servi&ccedil;o Social na contram&atilde;o do que est&aacute; posto tem em seu horizonte a defesa intransigente dos direitos sociais e da justi&ccedil;a social, se posicionando contrariamente a qualquer retirada e\\ou diminui&ccedil;&atilde;o de direito da classe trabalhadora&rdquo;. Afirmou ainda que a luta, orientada pelo projeto &eacute;tico-pol&iacute;tico profissional e articulada com movimentos sociais &eacute; o horizonte da gest&atilde;o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A nova presidenta do CRESS-BA relembrou o processo eleitoral e o processo de constru&ccedil;&atilde;o e campanha da ent&atilde;o chapa Quebrando pedras e plantando flores: &ldquo;O processo eleitoral, sobretudo foi marcante para o exerc&iacute;cio da participa&ccedil;&atilde;o da categoria, seguimos com in&uacute;meros desafios que certamente s&oacute; ser&atilde;o superados com o envolvimento efetivo da categoria&rdquo;.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O discurso de posse foi finalizado com uma fala que reitera o compromisso da atua&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica do grupo e convida a participa&ccedil;&atilde;o efetiva da categoria: &ldquo;Nos manteremos na defesa intransigente do Projeto &eacute;tico politico do Servi&ccedil;o Social. Estaremos nas ruas, em Conselhos, Confer&ecirc;ncias, Audi&ecirc;ncias, Encontros Municipais, Estaduais e Nacionais, Assembleias, nas Comiss&otilde;es de trabalho do CRESS, em reuni&otilde;es de Conselho Pleno, reuni&otilde;es, na Bahia&#8230; Por isso, precisamos de voc&ecirc;s conosco todos os dias para construir o CRESS que queremos&rdquo;.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Quebrando pedras e plantando flores (2017-2020) &eacute;:<\/p>\n<p>Dilma Franclin de Jesus&nbsp;(Presidente)<\/p>\n<p>Jucileide Ferreira do Nascimento&nbsp;(Vice-Presidente)<\/p>\n<p>Josimara Aparecida Delgado Baour&nbsp;(1&ordf; Secret&aacute;ria)<\/p>\n<p>Silvia de Oliveira Pereira&nbsp;(2&ordf; Secret&aacute;ria)<\/p>\n<p>Laura Paes Machado&nbsp;(1&ordf; Tesoureira)<\/p>\n<p>Elaine Amazonas Alves dos Santos&nbsp;(2&ordf; Tesoureira)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>CONSELHO FISCAL<br \/>\nD&eacute;bora Santos Arag&atilde;o<\/p>\n<p>Fabiana Santana dos Santos<\/p>\n<p>Julielba Maria dos Santos Chapermann<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\nSUPLENTES<br \/>\nDeborah Santos de Jesus do Rego Monteiro<\/p>\n<p>Elis&acirc;ngela de Souza Santos<\/p>\n<p>Verinilson Lima L&uacute;cio<\/p>\n<p>Rita Cristina Souza de Oliveira<\/p>\n<p>Elizabete Souza Dantas<\/p>\n<p>Larissa Feitosa da Rocha<\/p>\n<p>Haiana Ferreira de Andrade<\/p>\n<p>Ivone Pires Ferreira de Oliveira<\/p>\n<p>Tatianne Melo de Freitas<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&ldquo;Das Pedras (Cora Coralina)<\/p>\n<p>Ajuntei todas as pedras que vieram sobre mim.<br \/>\nLevantei uma escada muito alta e no alto subi.<br \/>\nTeci um tapete floreado e no sonho me perdi.<br \/>\nUma estrada, um leito, uma casa, um companheiro.<br \/>\nTudo de pedra.<br \/>\nEntre pedras cresceu a minha poesia.<br \/>\nMinha vida&#8230;<br \/>\nQuebrando pedras e plantando flores.<br \/>\nEntre pedras que me esmagavam<br \/>\nLevantei a pedra rude dos meus versos.&rdquo;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na luta de classes n\u00e3o h\u00e1 empate! Debates sobre conjuntura e atua\u00e7\u00e3o das\/os assistentes sociais marcam o 15 de maio em Salvador<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":4365,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[16],"tags":[],"class_list":["post-904","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-uncategorized"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/cress-ba.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/904","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/cress-ba.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/cress-ba.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cress-ba.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cress-ba.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=904"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/cress-ba.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/904\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/cress-ba.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4365"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/cress-ba.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=904"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/cress-ba.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=904"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/cress-ba.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=904"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}